Política

Prefeitura vira alvo de processo por suposta intolerância religiosa no Réveillon

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A ação destaca a falta de espaço para manifestações afro-brasileiras durante as festividades de Réveillon na praia de Copacabana.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Pixabay
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 30/12/2025, às 17h18 - Atualizado às 17h18



O Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro) ajuizou nesta terça-feira (30) uma ação contra a Prefeitura do Rio de Janeiro por suposta discriminação religiosa por conta da programação do Réveillon 2026, na praia de Copacabana. As informações são da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo.

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Na ação, o Idafro questiona a Prefeitura do Rio por destinar o único palco da praia do Leme exclusivamente à música gospel, sem destinar outro espaço, ainda que simbólico, para manifestações das religiões de matriz africana.

Ainda de acordo com a petição do Idafro, a postura da administração municipal viola princípios constitucionais da igualdade, laicidade do Estado, liberdade religiosa e contraria o Estatuto da Igualdade Racial e tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

O Idafro pediu para que a Justiça conceda uma liminar obrigando a Prefeitura do Rio a designar uma área específica para a realização de ritos afro religiosos durante as festividades oficiais do Réveillon, nas praias de Copacabana ou do Flamengo.

Polêmica

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), se envolveu em uma polêmica no último final de semana por conta do palco montado para a música gospel no réveillon de Copacabana.

Paes usou o seu perfil no X (antigo Twitter) no último domingo (28) para rebater as críticas feitas pelo babalaô Ivanir dos Santos, que questionou a montagem da estrutura. O prefeito carioca defendeu que "o réveillon da praia de Copacabana é de todos" e que cada um curte o "ritmo que mais curte".  "É impressionante o nível de preconceito dessa gente", publicou.

Por conta da declaração, o prefeito foi alvo de críticas, como a comentarista do canal GloboNews Flávia Oliveira, que  questionou o termo "dessa gente", utilizado pelo prefeito do Rio de Janeiro para se referir aos candomblecistas.

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