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A influenciadora baiana, escritora, palestrante e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Bárbara Carine, usou as redes sociais nesta terça-feira (30) para fazer duras críticas aos gastos da Prefeitura de Salvador com festas públicas e à diferença nos cachês pagos a artistas durante a programação do Réveillon.
Em vídeo publicado no Instagram, a educadora criticou a capital baiana que teria gastado cerca de R$ 13 milhões com a realização do Festival da Virada e destacou a insatisfação da população diante dos valores envolvidos. Segundo ela, o alto investimento contrasta com problemas enfrentados diariamente pelos moradores, como transporte público precário e aumento da passagem de ônibus no fim do ano.
“A população fica escandalizada com os valores dos cachês, inclusive com a discrepância dos cachês dos artistas, e fica escandalizada mesmo com os cachês, porque são valores fora de nosso paradigma salarial”, afirmou.
No desabafo, Bárbara também relacionou o excesso de festas promovidas pelo poder público a uma estratégia política para minimizar as reclamações sociais.
“A gente não faz festa porque a vida está boa. Pelo contrário, a gente faz festa porque a vida está ruim. Então, como a vida é muito ruim, a gente se inebria nas festas e esquece dos problemas”, disse, ao citar a lógica do “pão e circo”.
Ao comentar especificamente a diferença entre os valores pagos a artistas, a professora afirmou que a definição dos cachês não parte diretamente da prefeitura, mas reflete desigualdades mais profundas da sociedade. “A prefeitura que oferece um milhão para Jorge Matheus e oferece 160 mil para o Olodum, que é bem maior”, declarou.
Na avaliação de Bárbara, artistas negros e locais acabam sendo desvalorizados, mesmo com trajetória e reconhecimento internacional. “Olodum é uma banda de renome internacional, de importância histórica para a luta negra e internacional”, afirmou. Ela também citou o cantor Edson Gomes como exemplo de artista com forte impacto social e cultural que, segundo ela, não recebe o mesmo reconhecimento financeiro.
Para a professora, essa diferença tem nome:
“O nome disso é racismo estrutural, e obviamente que a prefeitura faz parte dessa estrutura”, concluiu.
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