Política
Publicado em 07/05/2025, às 17h21 Humberto Sampaio e Carolina Papa
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Eventos (Abrape), Doreni Caramori Júnior, defendeu a prorrogação do Programa Especial de Recuperação do Setor de Eventos (Perse), criado durante a pandemia para auxiliar empresas das áreas de eventos e turismo.
“O que nós defendemos é que o Perse cumpra o seu prazo final. A gente defende que o Perse é uma política pública que dá resultado concreto. No evento de hoje, aqui no Congresso, [vamos] fazer uma prestação de contas dos três primeiros anos. Independente de discutir como será a continuidade, é preciso prestar contas”, disse Doreni Caramori Júnior em entrevista ao BNews.
O Perse já consumiu os R$15 bilhões em incentivos fiscais previstos quando da criação do programa. Mas segundo Camori Júnior, muitas empresas que nada têm a ver com o sete se beneficiaram da medida. Para ele, encerrar o Perse neste momento pode ameaçar um setor que emprega mais de 3 milhões de pessoas em todo o Brasil.
“O Brasil concede anualmente R$ 600 bilhões de reais em incentivos fiscais de toda forma. [...] Contratamos um estudo importante, uma consultoria extremamente séria, uma das principais do Brasil, segundo o Banco Central, que é a Tendências Consultoria. Queremos ver o que a Tendências vai nos apresentar em termos de estudo. [...] É um setor que deve gerar entre 2,9 e 3 milhões de empregos diretos e indiretos. Há um estudo do SEBRAE que diz que para esse setor de eventos a cada um emprego direto, existem três oportunidades entre indiretos e informais”, pontuou o presidente da Abrape.
Durante toda esta quarta-feira (7), empresários do setor percorreram gabinetes de deputados e senadores para sensibilizar os parlamentares em favor da prorrogação.
“Nós viemos alertando há bastante tempo que quinais estranhos aos do programa liminares não deveriam fazer parte dessa conta de R$ 15 bilhões. Quinais estranhos ao programa liminares são discussões judiciais que o governo vai recuperar esse recurso na justiça. O mau uso do programa o governo vai recuperar esse recurso. O teto de 15 bilhões deveria ser atribuído apenas àqueles quinais que de fato pertencem ao programa”, destacou.
“Essa é uma luta antiga nossa. Nós estamos nesse momento até em conjunto com a própria Receita Federal produzindo uma auditoria dos dados para ver em que estágio estão cada um desses grupos, empresas que deveriam estar, que nível de consumo, empresas que estão por liminar qual é o valor e a partir disso avaliar se há alguma medida a ser tomada para retomar o programa e retomar os R$ 15 bilhões que eventualmente não tenham sido usados”, acrescentou.
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