Política

Presidente do Conselho de Medicina se manifesta após Moraes anular sindicância sobre Bolsonaro

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Conselho Federal de Medicina abre sindicância após denúncias sobre atendimento a Jair Bolsonaro na prisão.  |   Bnews - Divulgação Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 09/01/2026, às 15h23 - Atualizado às 15h23



O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação sobre a abertura de uma sindicância para investigar o atendimento médico prestado a Jair Bolsonaro (PL), após o ex-presidente sofrer um acidente na cela em que está detido na Superintendência da Polícia Federal. 

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Na manifestação, o presidente do CFM disse que não quis "intervir na execução da pena" de Bolsonaro nem "exercer qualquer competência correicional em relação à Polícia Federal". 

Ainda de acordo com Gallo, o Conselho Federal de Medicina decidiu abrir a sindicância após receber quatro denúncias, mas não fez "qualquer juízo antecipado sobre os fatos".

"O Conselho Federal de Medicina jamais pretendeu exercer qualquer competência correicional em relação à Polícia Federal, inexistindo, por conseguinte, qualquer intenção de intervir na execução da pena ou de promover ingerência em atribuições constitucionalmente conferidas a outros órgãos do Estado", diz o texto.

A manifestação ocorreu após o ministro do STF Alexandre de Moraes declarar, na última quarta-feira (7), nula a determinação do CFM para a instauração de sindicância para investigar o atendimento médico a Bolsonaro.

Moraes determinou ainda que Gallo prestasse depoimento à PF em até 10 dias, para explicar a conduta do Conselho e apurar eventual responsabilidade criminal. Na petição enviada nesta sexta-feira (9) ao STF, o presidente do conselho argumenta que não há "justa causa para oitiva".

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