Política
A proposta de reajuste salarial dos profissionais da educação municipal voltou a gerar debate nesta quarta-feira (8), durante sessão na Câmara de Feira de Santana. Integrantes da categoria estiveram presentes para contestar o projeto enviado pela Prefeitura, que prevê aumento de 5,4%, mas, de acordo com a APLB, não inclui os professores aposentados.
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A presidente da entidade, professora Marlede Oliveira, afirmou ao Acorda Cidade que o problema não é o percentual em si, mas a forma como a medida foi apresentada, já que havia tratativas em andamento com o Executivo.
Nós não estamos contestando o reajuste. Nós estamos numa mesa de negociação com o governo. Desde o ano passado temos acordo. No entanto, fomos surpreendidos ontem com um projeto que chegou aqui à Câmara de Vereadores. E, nesse projeto, o governo exclui os aposentados”, afirmou a professora.
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Segundo Marlede, o índice já havia sido pactuado em reuniões anteriores, sem qualquer menção à retirada dos inativos da proposta: “Manda reajuste de 5,4%, que foi acordado conosco numa comissão em que a APLB está com o governo, nesse momento do cumprimento da pauta de reivindicações, e em nenhum momento lá foi dito que não ia mandar reajuste para aposentado. Os aposentados fazem parte do magistério”, explicou.
A dirigente sindical também disse ter buscado informações junto aos vereadores sobre eventual mudança na legislação que justificasse a exclusão, mas não encontrou respaldo legal para a medida. A trabalhadora na área da educação cobrou posicionamento da gestão municipal.
“Já perguntei aqui aos vereadores se teve alguma lei aqui que modificou isso. Nunca disse que não existe. No entanto, o governo colocou que 5,4%, que vai ser retroativo a janeiro para os professores só da ativa, então os aposentados estão excluídos. É preciso que o prefeito Zé Ronaldo e o secretário Pablo expliquem”, disparou.
Marlede ainda criticou o que considera um cenário de constantes atritos entre a administração municipal e os trabalhadores da educação: “Nós não temos um dia de paz aqui no governo. A categoria, trabalhadores de educação, professores e funcionários, toda semana nós somos surpreendidos com o ataque do governo à nossa categoria. Então, isso é uma coisa assim muito ruim para a saúde dos trabalhadores ir para as escolas. Como é que vai trabalhar se todo dia é retirado o direito? Todo dia tem problema”, comentou.
A presidente da entidade também ressaltou que, ao longo dos anos, sempre houve paridade entre professores da ativa e aposentados no que diz respeito aos reajustes salariais no segudno município mais populoso do Estado.
“Nunca houve isso. Porque aqui tem previdência própria desde 1990. E nessa previdência própria, os aposentados que estão lá, inseridos com demais servidores públicos, recebem sempre o reajuste igual, porque fazem parte do quadro da carreira do magistério”, completou.
De acordo com a APLB, parlamentares afirmaram desconhecer previamente a exclusão dos aposentados no projeto. A possibilidade de ajustes no texto, por meio de emendas, está sendo discutida. O projeto segue em análise na Câmara e deve continuar sendo tema de negociações entre o Legislativo, o Executivo e os representantes da categoria.
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