Política
por Daniel Serrano
Publicado em 09/08/2026, às 11h23 - Atualizado às 11h23
O PSOL oficializou o lançamento da "Bancada da Macumba", uma articulação nacional formada por representantes ligados às religiões de matriz africana. O movimento pretende ampliar a presença dos povos de terreiro na elaboração de leis, na definição de orçamentos e na formulação de políticas públicas em nível nacional.
Ao todo, a iniciativa reúne seis candidaturas do PSOL em cinco estados, sao eles: Adriano Fiúza, do Distrito Federal; Mãe Su de Nanã, de São Paulo; Renato Fonseca, de Pernambuco; Wesley Mendes e Mãe Bernadete de Oxóssi, da Bahia; e Ariane Magalhães, do Rio de Janeiro. Todos são candidatos a deputado federal nas eleições de 2026.
De acordo com os integrantes, a expressão “bancada da macumba” foi adotada como uma identidade política popular e também como forma de enfrentamento ao racismo religioso. O grupo argumenta que o termo foi historicamente usado para criminalizar, inferiorizar e perseguir tradições de matriz africana.
A proposta é reunir candidaturas e representantes comprometidos com a defesa da liberdade religiosa, o combate à intolerância e ao racismo religioso. A articulação também poderá incluir praticantes de religiões de matriz africana, pesquisadores e educadores ligados à temática.
O movimento defende que os povos de terreiro tenham participação direta nas decisões políticas e não sejam tratados apenas como objetos de pesquisa, folclorização ou alvo de ações pontuais.
“Ninguém pode falar melhor por nós do que nós mesmos. Enquanto não tivermos macumbeiros e macumbeiras ocupando os parlamentos, continuaremos sendo lembrados apenas em momentos pontuais, sem participação efetiva nas decisões. É preciso transformar a força dos nossos terreiros em força política”, afirmam os candidatos.
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