Política
A penúltima semana de agosto, mês em que foram retomadas as atividades na Câmara Municipal de Salvador (CMS) após um recesso de quase dois meses, foi marcada pela suspensão de duas das três sessões previstas em meio à chegada de mais de 10 projetos do Executivo.
Até o momento, do total de propostas encaminhadas pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil), apenas cinco foram lidas, entre elas, duas contratações de crédito que, somadas, representam um valor acima de R$ 1 bilhão.
Para o presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), alguns edis da base governista manifestaram o desejo de que as sessões fossem suspensas. Os motivos apresentados foram variados, como viagens por questões pessoais e de trabalho. Outros não chegaram a comparecer às reuniões no Plenário Cosme de Farias, ocasionando a falta de quórum nos dois dias.
A avaliação feita é que há uma falta de “interesse” alinhada entre a presidência e liderança do governo para tornar prioridade a leitura dos projetos.
Agora, a expectativa é que os textos sejam lidos na segunda-feira (25). Os vereadores (e a população) só passam a ter acesso ao que está sendo apresentado pela gestão municipal após a leitura dos projetos no expediente da sessão.
Por outro lado, a bancada de oposição marcou presença nesta quarta-feira (20) na CMS. Entre os assuntos abordados pelos vereadores em uma reunião estariam os projetos do Executivo.
Nos bastidores, a análise feita é que as sessões foram suspensas para evitar debates acalorados após a chegada dos empréstimos feitos pela prefeitura de Salvador, poupando Bruno Reis de novos desgastes após um primeiro semestre conturbado.
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"Sem pressa"
No início da semana, Carlos Muniz afirmou que não havia “pressa” para que a Câmara apreciasse os projetos enviados pelo Executivo. O presidente descartou urgências sobre as propostas, destacando que as análises ocorrerão dentro do rito normal da Casa.
O edil cravou também que nenhum projeto será votado antes de setembro.
“Todos os projetos que não foram lidos estão sendo analisados para nós sabermos o que nós estamos recebendo do Executivo. Todos vão ser lidos normalmente. Todos os vereadores terão acesso a todos os projetos e é natural que antes de nós colocarmos em plenário, nós tenhamos acesso [para ter a] certeza do que foi enviado”, argumentou o presidente.
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