Política

Queiroga: “É melhor perder a vida do que perder a liberdade”

Jefferson Rudy/Agência Senado

O ministro da Saúde disse que prefere perder a vida do que perder a liberdade como argumento para não adotar o passaporte vacinal

Publicado em 07/12/2021, às 19h47    Jefferson Rudy/Agência Senado    Redação BNews

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse, nesta terça-feira (7), que “é melhor perder a vida do que perder a liberdade”, durante coletiva de imprensa. A frase foi usada pelo cardiologista para justificar a não adoção do governo ao “passaporte da vacina” —uma das recomendações feitas em novembro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“Nós queremos ser, sim, o paraíso do turismo mundial. E vamos controlar a Saúde, fazer com que a nossa economia volte a gerar emprego e renda. Essa questão da vacinação, como realcei, tem dado certo porque nós respeitamos as liberdades individuais. O presidente falou agora há pouco: 'às vezes, é melhor perder a vida do que perder a liberdade.”

Apesar de ignorar essa recomendação, o governo anunciou que irá impor a quarentena de cinco dias e teste RT-PCR a viajantes não vacinados que queiram entrar no País. "Então, nós, depois de fazermos uma análise detida de toda a documentação com grupo técnico, decidimos que o RT-PCR seria utilizado (como já vem sendo utilizado desde o início da pandemia, com 72 horas antes do embarque), e requerer que os indivíduos não vacinados cumpram uma quarentena de cinco dias e, após essa quarentena, eles realizariam o novo teste."

“Não se pode discriminar as pessoas entre vacinadas e não vacinadas e, a partir daí, impor restrições. Até porque a Ciência já sabe que a vacina não impedem totalmente a transmissão do vírus”, argumentou Queiroga.

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Variante ômicron

A recomendação feita pela Anvisa e ignorada pelo governo Bolsonaro foi feita em meio ao avanço da variante ômicron pelo mundo. O Brasil tem seis casos confirmados de infecção pela cepa do coronavírus.

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, dos casos confirmados de ômicron, três foram em São Paulo, dois no Distrito Federal e um no Rio Grande do Sul.

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