Política
por Anderson Ramos
Publicado em 30/04/2026, às 08h20
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), se manifestou nas redes sociais após a Casa ter rejeitado a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira (29).
Na publicação, o senador da Bahia defendeu Messias e lembrou que não se opôs as indicações dos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na postagem, ele ainda defendeu a prerrogativa do Presidente da República em fazer a indicação ao posto.
“A nossa disputa política possui outros territórios para acontecer que não a escolha de um ministro ao STF. A prerrogativa presidencial de indicar ministro do Supremo é uma garantia constitucional. Falo isso com a tranquilidade de quem respeitou essa garantia frente a um governo do qual eu era oposição”, escreveu.
“Kassio Nunes Marques e André Mendonça tiveram suas trajetórias respeitadas. O ex-presidente teve sua prerrogativa reconhecida, como deve ser. Messias é um homem honrado e cumpre todos os requisitos constitucionais exigidos. Jorge Messias não perdeu a indicação ao supremo. Quem perdeu foi o pacto constitucional, foi a Nova República. Foi o Brasil” concluiu o senador.
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Explicações a Lula
Jaques Wagner previa a aprovação de Jorge Messias pelo Senado com 45 votos, mas obteve apenas 34, sete a menos do que o necessário, e 42 contrários, uma articulação atribuída a Davi Alcolumbre, que teria convencido senadores ao voto contrário à indicação.
A previsão errada do líder do governo na Casa Legislativa virou motivo de cobranças por parte do Palácio do Planalto. Nos bastidores, integrantes do Planalto afirmam Wagner terá de prestar contas ao governo. Segundo o jornal O Globo, um dos auxiliares mais próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que, além de dar o diagnóstico errado a Lula, o parlamentar não atuou a favor de Messias e impediu uma reação de última hora.
De forma reservada, auxiliares defendem a substituição do senador baiano na liderança do governo no Senado. Após encontro com Lula, na tarde de quarta-feira (29), no Palácio da Alvorada, onde ocorreu uma agenda com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), Jaques previa placar menor que o anterior, de 41 votos, o limite necessário para a aprovação, e teria tranquilizado o presidente.
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