Política

Renan Santos anuncia mudanças no MBL após escândalo com vereador baiano

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Após a expulsão de Sandro Filho, MBL busca implementar um código de ética para evitar novos escândalos entre seus membros  |   Bnews - Divulgação Arquivo Pessoal
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 12/11/2025, às 21h05 - Atualizado às 21h27



O coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, defendeu a criação de regras mais rígidas de controle interno no grupo após o episódio envolvendo o vereador Sandro Filho (PP), expulso da organização por conduta inadequada. Em artigo publicado nesta quarta-feira (12), na plataforma Valete, o dirigente classificou o caso como um “fracasso” e afirmou que a experiência mostrou a necessidade de maior centralização e fiscalização sobre os filiados.

Segundo ele, a postura do parlamentar, que teria se aproximado de figuras ligadas a corrupção e enriquecido de forma suspeita, evidenciou os limites do modelo descentralizado adotado pelo movimento. “Não é possível construir um grupo político decente com práticas dessa natureza”, escreveu.

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Renan afirmou que, até então, o MBL evitava um sistema de “tutela” sobre seus membros, privilegiando a liberdade de ação dos núcleos locais e dos eleitos. No entanto, disse que a experiência com Sandro Filho e outros casos semelhantes, como o do ex-integrante Bettega, comprova que o “modelo liberal” de gestão interna não funciona na política brasileira.

"Quanto mais livre, mais capaz de alianças múltiplas se torna o parlamentar. Liberdade significa abandono de programa, flexibilidade para cumprimento e descumprimento de acordos, fluidez entre situação e oposição. Chega a ser curioso, mas o típico político brasileiro é deleuziano, pós-moderno e relacional, pouco afeito a sistemas normativos e hierarquias sufocantes", ressaltou.

O dirigente adiantou que o MBL está discutindo a criação de um código de ética e compliance para monitorar o patrimônio e as relações pessoais e comerciais dos parlamentares. 

"Queremos a certeza de que poderemos fiscalizar ganhos pessoais do parlamentar e seus parentes próximos; exigir abertura de contas bancárias e apresentação de esclarecimentos sobre a montagem ou aquisição de empresas; explicações pormenorizadas sobre suas eventuais 'parcerias' com governos e prefeituras", avaliou.

Segundo ele, as reuniões da executiva nacional para tratar do novo código de conduta devem começar ainda nesta semana. Renan encerrou o texto dizendo que o movimento pretende usar os episódios recentes como ponto de partida para “um novo parâmetro ético na política partidária brasileira”.

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