Política

Rosemberg diz que Bruno Reis foi orientado por bolsonaristas a dar declaração sobre ‘farra do uísque’ de Lula

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Líder governista lamentou fala do prefeito e negou acusação  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube BNEWS
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 08/04/2026, às 08h58



O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Rosemberg Pinto (PT), revelou que ficou “abismado” com uma recente declaração do prefeito de Salvador Bruno Reis (União Brasil).

Em entrevista coletiva na terça-feira (7), o gestor da capital baiana disse que o presidente Lula e sua equipe “ficaram tomando whisky até tarde no Palácio de Ondina com o dinheiro do povo” e se atrasaram para enviar os documentos necessários para a entrega do Residencial Zulmira Barros, empreendimento do programa Minha Casa Minha Vida. O ato que contaria com a presença do presidente Lula, mas foi cancelado.

“Fiquei abismado com a fala do prefeito Bruno Reis. Ele é meu amigo, uma pessoa sempre educada, sempre tratou bem os seus adversários e os seus aliados, mas na minha opinião ele não estava na sua normalidade. Tratar o presidente da República com a adjetivação que ele fez, é algo que estranha a todos nós. Por isso a surpresa de todos que acompanharam aquela fala triste e lamentável do prefeito de Salvador”, afirmou Rosemberg em entrevista ao programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM (89,3 FM).

O líder da maioria também negou a acusação do prefeito, e deu detalhes da estadia de Lula em Salvador. “Não é verdade o que ele falou. No dia anterior não houve nenhum tipo de reunião que levasse a nenhuma situação de excesso. O presidente chegou aqui e imediatamente se debruçou a questões que dizem respeito à institucionalidade e ao que diz respeito a essa falta de regulação por parte da prefeito de Salvador, que acabou não fazendo e para justificar o seu erro, tenta imputar ao Presidente da República que ele estava numa farra de uísque, o que é lamentável”, comentou.

Rosemberg ainda disse estar preocupado com o nível do debate nas eleições de outubro e afirmou que o prefeito teria sido por bolsonaristas a fazer as críticas ao presidente.

“Se esse será o debate que o prefeito e o candidato ao governo ACM Neto querem provocar, eu lamento. Nós vamos ter uma eleição com debates abaixo da cintura. Mas isso não é do seu feitio. Ele foi orientado pelo grupo de Bolsonaro a fazer declarações neste sentido. Ele tem vergonha de assumir seu lado bolsonarista porque tem medo de perder votos”, pontuou.

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