Política
por Anderson Ramos
Publicado em 29/05/2026, às 13h06
O ex-ministro da Casa Civil e agora pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), avalia que a medida do governo Donald Trump, dos EUA, de classificar facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupo terroristas será ineficiente para combater o crime organizado no Brasil.
Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (29), durante a ação conjunta dos programas Governo do Brasil na Rua e Periferia de Direitos, no Centro Social Urbano de Pernambués, em Salvador, o ex-governador da Bahia defendeu que o país norte-americano fiscalize o envio de armas para o Brasil.
Segundo ele, 80% dos fuzis, metralhadoras, e outras armas de grosso calibre, que entram no Brasil vêm dos Estados Unidos.
“Se o governo americano de fato quer combater o que ele chama de organização terrorista, à primeira medida é ele parar de produzir e de mandar para o Brasil essas armas de grosso calibre, porque 80% de todas as armas apreendidas no Brasil vem dos Estados Unidos, vem dos aeroportos e portos americanos. Então é preciso parar com medidas midiáticas que eventualmente podem em algum momento justificar alguma ação em outro país, e tomar as medidas dentro dos Estados Unidos que favoreçam o combate às organizações criminosas. A medida mais adequada, mais rápida, mais eficiente que o governo americano pode tomar é mandar parar de enviar armas para o Brasil”, afirmou Rui.
O ex-chefe da Casa Civil também falou sobre o risco de intervenção que o Brasil passa a correr depois que a medida for implementada. “Os Estados Unidos não conseguem conter a entrada de gente ilegal, não consegue conter a entrada de drogas e insiste em fazer intervenções direto no México, usando outros argumentos”, citou.
Ele também elencou as medidas que o Governo Federal implementou na área de segurança pública. “Primeiro é preciso afirmar que o presidente Lula determinou que o Governo Federal vai entrar no combate ao crime organizado, tanto é que mandou uma PEC para permitir que o Governo Federal possa ter ação mais direta de combate ao crime. Enviou também projetos aumentando a pena para o crime organizado. Esse projeto já foi aprovado, o presidente já sancionou e lançou recentemente, inclusive novas medidas de apoio aos governadores para melhorar a segurança nos presídios voltadas a isolar os membros de organizações criminosas. É fato que essas organizações criminosas têm prejudicado muito a sociedade e a paz do Brasil, disse.
Designação
A decisão de classificar as facções brasileiras como organizações terroristas foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com o secretário de Estado, Marco Rubio.
De acordo com o comunicado, as facções serão designadas como “terroristas globais especialmente designados” (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e como “organizações terroristas estrangeiras” (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs).
Marco Rubio afirmou que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região e os Estados Unidos. “O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e cortar financiamento e recursos de narcoterroristas”, justificou.
Classificação Indicativa: Livre
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato
Samsung top
Lançamento com desconto