Política

Rui Costa classifica operação que mirou PCC como a "maior ofensiva do Estado brasileiro contra o crime organizado"

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Ministro elogiou a ação que investiga a participação da facção paulista em empresas de investimento  |   Bnews - Divulgação Wagner Lopes | CC
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 28/08/2025, às 17h03



Rui Costa, ministro da Casa Civil, classificou a Operação Carbono Oculto, como “a maior ofensiva do Estado brasileiro contra o crime organizado da história do país”. A ação deflagrada nesta quinta-feira (28) investiga a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC), em empresas de investimentos localizadas na Faria Lima, luxuoso centro financeiro de São Paulo.

Ao todo, foram mobilizados mais de 1.400 agentes e servidores da Polícia Federal, da Receita Federal e dos Ministérios Públicos estaduais. No geral, ao menos 40 fundos de investimentos estavam sob o comando do PCC, avaliados em R$ 30 bilhões e que eram usados para ocultar o patrimônio.

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“A criação do Núcleo de Combate ao Crime Organizado, no âmbito do Ministério da Justiça, possibilitou um trabalho integrado capaz de identificar métodos e atores do núcleo financeiro desse sistema fraudulento, responsável por sonegar mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais”, publicou o ministro no X, antigo Twitter.

“Com essa operação histórica, o governo Lula demonstra, mais uma vez, seu compromisso inegociável com a justiça, a proteção da sociedade e o combate firme aos esquemas de corrupção, fraude e lavagem de dinheiro”, escreveu.

Empresas envolvidas

De acordo com informações do jornal O Globo, a Reag Investimentos, que gere recursos de ações negociadas na B3, está entre as principais empresas investigadas.

As fintechs eram usadas com mais frequência do que as próprias instituições bancárias tradicionais por serem consideradas mais difíceis de identificação. A BK Bank, por exemplo, tinha a função de realizar transferências de dinheiro em contas não rastreáveis, fazendo com que a organização criminosa elevasse os lucros na cadeia produtiva de combustíveis, que eram, depois, direcionados para fundos de investimentos.

Os principais bens adquiridos através dos fundos foram: um terminal portuário; quatro usinas produtoras de álcool; 1.600 caminhões para transporte de combustíveis; e mais de 100 imóveis, sendo uma casa em Trancoso/BA, avaliada em R$ 13 milhões.

Entre as companhias que estão no alvo da operação da Polícia Federal também estão o Banco Genial, a Trustee DTVM, o Banvox e o BK Bank.Este último movimentou mais de R$ 46 bilhões entre 2020 e 2024, sem contar com uma média de mais de 10,9 mil depósitos em espécie, com montante total acima de R$ 61 milhões.

"A fintech era um poderoso núcleo financeiro da organização criminosa, porém invisível para ações de controle e fiscalização", comunicou a Receita Federal.

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