Política

Sabatina BNews: Angelo Coronel defende fim da audiência de custódia para reincidentes: ‘Não tem que estar solto’

Angelo Coronel - BnewsTV
Candidato à reeleição, Coronel critica atuação do Judiciário na segurança pública e cobra leis mais duras para criminosos que voltam a cometer crimes  |   Bnews - Divulgação Angelo Coronel - BnewsTV
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 04/09/2026, às 08h47 - Atualizado às 09h04



O senador e candidato à reeleição, Angelo Coronel (Republicanos), defendeu nesta sexta-feira (4) o endurecimento na aplicação das leis penais e criticou o formato atual das audiências de custódia no país.

Durante sabatina do BNews, o parlamentar atrelou os problemas da segurança pública à postura do Judiciário, chegando a defender o fim da audiência de custódia para presos reincidentes.

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As leis, tudo é relativo. O que nós não temos no Brasil é a prisão perpétua, não temos cadeira elétrica, não temos a pena de morte. Tem países que não têm as facções bem enraizadas porque têm leis mais duras (...). Só que no Brasil é cláusula pétrea da nossa Constituição. Você, pra poder instituir a pena de morte no Brasil, precisa fazer uma nova Constituição, não é nenhuma emenda à Constituição. As outras penas são as penas normais", afirmou Coronel.

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"Eu tenho um projeto de lei que tramita no Senado na questão das audiências de custódia. É inadmissível a polícia prender o bandido, ele 24 horas depois é ouvido numa mesa pelo juiz, pelo promotor, e depois ele pega e é libertado, é liberado, e volta a praticar o crime. Então, ou a gente acaba com a audiência de custódia, porque bandido reincidente, ele tem que descer pra Plácido de Brito... Ele não tem que estar solto", declarou.

Por outro lado, Coronel defendeu que criminosos de primeira viagem devem ter direito a ressocialização, mas o tratamento não pode ser o mesmo para quem reitera na prática criminosa.

O bandido que comete o crime pela primeira vez, eu acho que ele pode ter até a oportunidade de ser ressocializado. Mas o cara que pratica a primeira vez, vai pra audiência de custódia, é liberado, chega de novo, pratica o mesmo crime e de novo é liberado? Isso não existe. Eu acho que o Judiciário tem que tomar medidas mais duras, porque a lei existe, o que precisa é ser cumprida", disse.

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