Política

Sabatina BNews: Angelo Coronel diz que fim da escala 6x1 pode ser 'faca de dois gumes'

Angelo Coronel - Devid Santana/Bnews
Coronel afirma que redução da jornada precisa ser debatida “à exaustão” e alerta que mudança sem discussão pode aumentar o desemprego  |   Bnews - Divulgação Angelo Coronel - Devid Santana/Bnews
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 04/09/2026, às 09h27



O senador e candidato à reeleição, Angelo Coronel (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (4) que  a pauta do fim da escala 6x1 precisam ser discutidas mais profundamente e defendeu que o texto seja votado no Senado após as eleições.

Durante sabatina do BNews, o parlamentar disse que a aprovação da proposta sem uma devida discussão pode ser uma "faca de dois gumes".

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Olha, na minha opinião, o empregado tem que ter realmente mais dias de folga para conviver com a sua família, eu defendo isso. Agora, nós temos que ajustar, dosar para ver: como fazer para que não tenha desemprego? Porque senão pode ser uma faca de dois gumes: você tem a folga, mas pode vir gerar desemprego. Eu não quero que gere desemprego, não quero ser cúmplice, no Congresso Nacional, de gerador de desemprego", disse o senador.

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"Isso é uma pauta que vai ter que discutir à exaustão, a verdade é essa. Não existe um consenso hoje no Brasil a respeito dessa pauta. É melhor ter horário flexível como nos Estados Unidos, como na Europa, ou é melhor deixar fixo como tá no Brasil? Nós temos que ver uma maneira de que não haja desemprego", afirmou.

Questionado sobre se a votação do fim da 6x1 fosse hoje, Coronel não declarou como se posicionaria, apenas afirmou que teria que "ouvir as partes envolvidas".

Eu vou ouvir as partes envolvidas. Eu não posso ouvir somente sindicato, quero ouvir quem paga e quem recebe. Não dá para ouvir intermediário. É uma pauta muito espinhosa, é uma pauta complexa. Não é uma pauta fácil, se fosse fácil já tinha sido aprovada. Agora, não dá para se aprovar algo no afogadilho para cumprir calendário eleitoral, aí não dá. Agora, eu vou discutir e repito: sou a favor do trabalhador brasileiro", afirmou.

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