Política
O senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), falou na manhã desta terça-feira (8) sobre as investigações que apuram o seu possível envolvimento com o Banco Master.
Durante sabatina do Bnews, o petista chamou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro de “marginal” e tentou transferir a responsabilidade do caso para a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Até o governo Michel Temer, o Banco Central do Brasil não autorizou este marginal, Daniel Vorcaro, a virar banqueiro. A última recusa do Banco Central sob a presidência de Ilan foi exatamente: ‘Não’. Não autorizou. Setembro de 2019 o banco estava funcionando. Então, funcionou com o Banco Central de Bolsonaro, fechou com o Banco Central do Lula. Quem criou, quem viabilizou o Banco Master chama-se Banco Central Roberto Campos Neto. Tudo o que aconteceu aí no meio é responsabilidade de Bolsonaro”, disse o senador
O senador ainda criticou o envolvimento com o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), com Vorcaro, afirmando que o presidenciável “mente” sobre o caso.
“É por isso que Daniel deu esse presentão para o Flávio Bolsonaro, foi setenta e tantos milhões, e provavelmente vai ser descoberto outras pessoas do Centrão recebendo muita grana. Esse rapaz mente de manhã, de tarde, de noite, não tem vergonha de nada não”, afirmou.
Questionado sobre o histórico de negócios na Bahia que acabaram orbitando o Master, Wagner minimizou sua proximidade com figuras centrais ligadas ao banco e assegurou que as contas do Estado estão blindadas.
Quando nós vendemos a Cesta do Povo foi 2018, nem existia o banco. Eu tratei com o senhor Augusto Lima, que apareceu com uma proposta e comprou, e levou o cartão. Daí pra frente, eu não tenho mais nada. Não tem um centavo da Bahia depositado no Master, não tem dinheiro de fundo de previdência nosso depositado no Master. Construí uma amizade com Augusto Lima e, sinceramente, é uma ilação o que fizeram”, declarou.
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