Política
por Natane Ramos
Publicado em 07/03/2025, às 20h13
A Superintendente de Prevenção à Violência Contra Mulher, Camila Batista, trouxe boas notícias sobre o avanço das campanhas para o cuidado com a população feminina, declarando a criação do Comitê Permanente Interestadual de Enfrentamento à Violência e Feminicídio. A informação foi dada em entrevista ao De Cara com o Líder, na Baiana FM (89,3).
Durante a entrevista, Camila destacou a necessidade de ter um comitê dedicado a esses casos, revelando que no sábado (8), data que comemora-se o Dia Internacional das Mulheres, o Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e a primeira dama, Tatiana Velloso, estariam reunidos em uma ação para dar início a essa mudança que pode ser significativa para a luta contra o feminicídio.
"Vai ter uma ação conjunta com o Governador e a primeira dama, Tatiana Veloso, e vai ser anunciado uma série de iniciativas, inclusive uma delas é a criação Comitê Permanente Interestadual de Enfrentamento à Violência e Feminicídio, que faz parte do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência e Prevenção ao Feminicídio, e o nosso objetivo é de que em 180 dias a gente tenha um plano de governo apresentado para diminuir tanto o feminicídio, mas também como garantir que esses fluxos processuais nesses casos de violência doméstica de todo Estado da Bahia e não somente de Salvador e Regiões Metropolitanas. Isso é uma das ações, ele vai assinar o decreto", informou.
Vale lembrar que o dia 9 de março completa 10 anos da criação da Lei do Feminicídio (Lei 13.104, de 2015), que prevê à proteção das mulheres, sendo uma iniciativa da CPMI da Violência Contra a Mulher, a implementação dessa lei é de extrema importância para a proteção da população feminina que está à mercer de diversos tipos de violência.
No entanto, o combate à violência contra mulher deve ser constante, ainda mais tendo em vista que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui a quinta maior taxa do mundo de casos de feminicídio, registrando 4,8 para cada 100 mil mulheres.
Na Bahia, essa realidade é latente, tornando o estado do Nordeste com o maior números de feminicídios, totalizando 91 casos no ano de 2023. O que destaca a necessidade de ações como a criação do comitê, que mude esses números.
A advogada ainda pontua que essa é apenas uma das ações que estão em andamento para tornar não somente Salvador, mas toda a região da Bahia, em locais o mais seguros possíveis para a população feminina.
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