Política
por Anderson Ramos
Publicado em 19/12/2025, às 09h26
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi bombardeado por críticas após assumir ter feito por conta própria a negociação que facilitou a aprovação do PL da Dosimetria, que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais condenados na trama golpista.
Em público, o motivo que teria levado Wagner a fazer o acordo foi para acelerar outro projeto importante para a equipe econômica, que reduz incentivos fiscais e aumenta impostos sobre apostas, fintechs e juros sobre capital próprio. Esse projeto também foi aprovado pelo Senado. Mas nos bastidores a conversa é outra.
De acordo com a colunista Malu Gaspar, de O Globo, Wagner pediu a parlamentares da oposição para “amolecer o coração” em torno da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) – que ainda precisa ser confirmada pela Casa.
Segundo a publicação, o ex-governador da Bahia disse a pelo menos dois colegas que havia feito “um gesto” ao não colocar empecilhos na aprovação do PL da Dosimetria. Em troca, pediu aos oposicionistas para “amolecer o coração” com Messias, que enfrenta forte rejeição na Casa, especialmente da tropa de choque bolsonarista. Messias foi chefe de gabinete de Wagner.
Aliados de Messias acreditam que ele vá contar com o apoio da bancada evangélica do Senado. Um estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), aponta que a bancada evangélica saltou de 7 para 13 senadores entre as eleições de 2018 e 2022.
Lideranças evangélicas apostam na indicação de Jorge Messias para reforçar o “bloco conservador” do Supremo – e, assim, impedir o avanço do que chamam de “pauta de costumes”, como a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, o uso de banheiro por transexuais e a proibição da presença de crianças e adolescentes em paradas do orgulho LGBTQIA+.
Classificação Indicativa: Livre
Cupom de lançamento
Qualidade Stanley
Imperdível
Super desconto
Café perfeito