Política

Saiba quem é Pablo Souza, secretário de Salvador com mandado de prisão pelo TRE

Deivid Santana / BNews
Pablo Souza, atual secretário municipal de Mobilidade (Semob) de Salvador foi alvo de um mandado de prisão expedido pelo TRE-BA  |   Bnews - Divulgação Deivid Santana / BNews
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 25/10/2026, às 18h03



Pablo Souza, atual secretário municipal de Mobilidade (Semob) de Salvador foi alvo de um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) neste domingo (25), no segundo turno das eleições. A decisão judicial colocou o gestor no centro de uma grave crise que envolve a retenção da frota de ônibus na capital baiana durante o pleito.

Formado em Economia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Pablo Souza construiu sua carreira atuando nos bastidores da gestão de transportes. Antes de assumir o comando da Semob em fevereiro de 2025, por indicação do prefeito Bruno Reis (União Brasil), ele exerceu o cargo de diretor de Planejamento de Transportes da prefeitura e ganhou projeção na área ao atuar como gerente de transporte na Copa América de 2024.

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Politicamente, o secretário é um nome de confiança do grupo liderado pelo ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), que faz oposição direta ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

O estopim da crise eleitoral

A determinação de prisão depois da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) acionar a Justiça, denunciando a retenção irregular de coletivos que exibiam adesivos de apoio à sigla. A estimativa é de que 50% da frota tenha ficado retida nos pátios, prejudicando o deslocamento dos eleitores. Com a decisão do TRE-BA, a prefeitura recuou e ordenou a liberação imediata de todos os veículos, adesivados ou não. A Semob informou que a operação foi normalizada após diálogo com os sindicatos.

Secretário se manifestou

O secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, se manifestou sobre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Bahia, que determinou sua prisão em flagrante. Em declaração ao BNews, o gestor da pasta afirmou que o atraso da circulação dos ônibus ocorreu devido a presença de adesivos de candidatos, o que classificaria como propaganda eleitoral irregular.

“Eu sou um defensor da democracia. Essa manhã foi uma manhã complexa, do ponto de vista operacional, porque quando a gente faz a soltura desses veículos da garagem eles vão até os principais terminais e aos fins de linha e vão fazer os atendimentos aos corredores. Nesses corredores tivemos uma dificuldade de suprir a demanda elevada, mas a equipe conseguiu restabelecer o atendimento”, declarou.

Questionado sobre a demora da normalização do transporte público, o secretário afirmou que a aglomeração causada pelo atraso demora um tempo para ser normalizada. Segundo ele, “quando a gente deixa de atender, mesmo que por uma hora, precisamos de um período para restabelecer, porque a gente não tem condições, com esse acúmulo de pessoas, de atender prontamente”.

“A gente teve um impacto de uma e duas horas nas garagens, após esse impacto fomos fazendo o acompanhamento operacional e garantindo que o serviço fosse normalizado”, disse.

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