Política

A saúde "extremamente fragilizada" de Jair Bolsonaro

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Advogado de Bolsonaro alega que ex-presidente precisa de repouso devido à saúde delicada durante julgamento por tentativa de golpe.  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 03/09/2025, às 15h55



A defesa de Jair Bolsonaro (PL) usou o argumento sobre as condições físicas do ex-presidente para tentar atenuar a pena dele por envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2023. Nesta quarta-feira (3), o advogado Paulo Cunha Bueno alegou que o cacique do PL "tem uma saúde extremamente fragilizada".

Segundo o representante, o político recebeu ordens médicas para permanecer de repouso. "É uma situação bastante delicada. E são muitas horas de julgamento, então a recomendação médica é que de fato ele mantenha um certo resguardo em casa", afirmou.

Durante o julgamento, Bueno alegou ainda que o ex-presidente não iniciou qualquer protocolo para decretar estado de defesa ou de sítio quando foi derrotado por Lula na eleição de 2022, não havendo documento que indicasse tal intenção.

Mais argumentos da defesa

O advogado Celso Sanchez Vilardi, que também representa Bolsonaro, afirmou que houve cerceamento de defesa, alegando não ter tido acesso integral às provas nem prazo suficiente para analisá-las. Segundo ele, a ausência de paridade de armas prejudicou o trabalho da defesa, já que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) dispuseram de mais tempo para examinar o material.

Celso Vilardi é um dos advogados de Bolsonaro. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Vilardi também destacou que o réu colaborador Mauro Cid apresentou versões contraditórias, inclusive em relação a um perfil falso no Instagram vinculado ao seu e-mail. Para o advogado, essa conduta é incontestável e compromete a credibilidade do delator.

Ele acrescentou ainda que Jair Bolsonaro determinou a transição de governo e orientou que o novo ministro da Defesa fosse recebido, o que, em sua visão, demonstraria a disposição de assegurar a transmissão do cargo.

Por fim, sustentou que não houve tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, uma vez que não se configuraram violência ou grave ameaça, requisitos previstos no Código Penal.

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