Política

Secretário de Cultura pede uma maior participação do governo na organização do carnaval

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Bnews - Divulgação Joilson César/BNews
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 02/10/2024, às 13h57



O Governo da Bahia, através da Secretaria de Cultura (Secult) e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), lançou nesta quarta-feira (2), o Edital Ouro Negro 2025 para que entidades culturais de matrizes africana apresentam inscrever propostas para desfilar no Carnaval de Salvador e do interior, nas festas populares que acontecerão no ano que vem em todo o Estado.

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Entre os pontos apresentados, a Secult a Sepromi anunciaram um repasse de R$ 15 milhões para o desfile de blocos afro e demais entidades culturais de matrizes africana. No entanto, esta não deve ser a única medida voltada para as agremiações sigam com suas atividades.

Ao ser questionado sobre quais outras medidas a gestão estadual para garantir os desfiles dos blocos afro, o secretário de Cultura, Bruno Monteiro, lembrou que a responsabilidade pela organização do Carnaval de Salvador é da Prefeitura da capital baiana. No entanto, ele pediu para que o governo do Estado tenha uma maior participação na preparação da folia.

“Nós temos dialogado dentro do Comcar, que o Conselho Municipal do Carnaval, alternativas para o carnaval como um todo. Nós temos feito essa provocação. O Governo do Estado compreende a sua responsabilidade, mas, ao mesmo tempo, compreende que é essencial a realização do carnaval. Então, nós queremos sempre ser ouvidos e participar do diálogo”, disse.

Para Monteiro, o dialogo precisa “abarcar” não apenas os artistas, produtores e donos de blocos e camarotes, mas também é preciso citar o vendedor ambulante, de cordeiro, de catador de material reciclável. “A gente tem que falar desse conjunto que se movimenta entorno do carnaval. Esse é um compromisso que nós temos”, disse.

O secretário pontou que esse dialogo deu resultados no carnaval deste ano, quando, segundo ele, houve uma melhor ocupação do circuito do Campo Grande e que o governo do Estado teve sua parcela de contribuição levando “grande atrações”.

“Então, nós estamos dispostos dentro do fórum adequado, que é o Comcar, provocando essa discussão. A questão do horário, da visibilidade dos blocos afro também passa por essa contribuição. Nós queremos cobrar de quem é de direito, mas queremos também participar de todo o processo de construção”, disse.

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