Política
por Dandara Amorim e Yuri Pastori
Publicado em 06/10/2025, às 10h03 - Atualizado às 10h38
O secretário da Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, participou na manhã desta segunda-feira (6), na sede do Procon, em Salvador, de uma reunião com os diversos órgãos, incluindo Procon, Polícia Civil, Polícia Técnica e secretarias municipais de saúde, para elaborar estratégias integradas de combate à adulteração e comercialização irregular de bebidas, motivados por recentes incidentes em São Paulo envolvendo intoxicação por metanol.
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O objetivo principal do encontro, segundo o secretário, é intensificar a fiscalização e conscientizar a população sobre como identificar e denunciar produtos falsificados.
A gente também vai falar aqui hoje sobre o fluxo de como os órgãos de saúde podem acionar os órgãos da segurança pública para que esse processo seja mais rápido do ponto de vista de que se tem uma entrada de um caso suspeito na saúde, esse caso também precisa ser notificado pelos órgãos da segurança pública para que se inicie a investigação criminal e também alguns procedimentos de como nós vamos nos comunicar com a sociedade", afirmou.
O titular da pasta disse que, diariamente, a Secretária de Saúde vai publicar um boletim sobre os casos suspeitos, confirmados e sobre os que estão em processo de análise. "E junto com esse boletim, nós também vamos divulgar os dados das fiscalizações, número de apreensões realizadas, os fluxos de denúncia, e quais são os protocolos que os profissionais da saúde e da segurança pública devem adotar para oferecer um tratamento integral a esse assunto", acrescentou.
Na quarta-feira, nós vamos realizar um reunião aqui no Procon com associações de bares, restaurantes, hotéis, distribuidores de bebidas, para que a gente possa ter todas essas instituições aqui do setor privado colaborando conosco sobre a conscientização, os riscos de adulteração e falsificação e como essas empresas podem colaborar com o Estado na conscientização da população e no combate às redes criminosas que eventualmente pratiquem a adulteração de produtos", finalizou.
Investigação se há rede clandestina
Felipe Freitas disse ainda que existe uma discussão sobre o controle dos insumos, da produção e a possível conexão da produção desenvolvida aqui na Bahia com outros estados e do que se tenha em termos de comercialização.
Até aqui não é possível fazer nenhuma afirmação no sentido de que haja relação com os outros casos, de que seja um caso conectado com uma rede criminosa e nem descartar nenhuma dessas possibilidades. Todas as possibilidades estão sobre a mesa e as instituições estão trabalhando firmemente para o mais rápido possível encontrar respostas definitivas sobre essa situação", disse.
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