Política

Secretário revela por onde obra da Ponte Salvador-Itaparica vai começar: "Início imediato"

Wuiga Rubini/GOVBA
Secretário destaca diálogo entre comunidades diretamente impactadas na construção da Ponte Salvador-Itaparica  |   Bnews - Divulgação Wuiga Rubini/GOVBA
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 05/06/2025, às 09h06



O secretário estadual da Casa Civil, Afonso Florence, detalhou como a obra da Ponte Salvador-Itaparica promete impactar nos municípios que ficam na Baía de Todos-os-Santos. Em entrevista nesta quinta-feira (5) ao programa Giro Baiana, da Baiana 89.3 FM, ele celebrou a assinatura do novo acordo ocorrido na quarta (4), após intermediação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), que homologou, em fevereiro, a proposta de conciliação para execução da obra.

Florence informou que, após concluídos os trâmites burocráticos, a obra terá início imediato e vai começar simultaneamente nas duas cidades. 

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Assinatura de contrato após sondagem inicia nova etapa na construção da Ponte Salvador-Itaparica  |   Bnews - Divulgação Ilustração. Projeto da Ponte Salvador-Itaparica
Assinatura de contrato após sondagem inicia nova etapa na construção da Ponte Salvador-Itaparica | Bnews - Divulgação Ilustração. Projeto da Ponte Salvador-Itaparica

"A obra terá início imediato e começará simultaneamente nas duas extremidades. De Salvador, saindo na altura da Feira de São Joaquim, entre a feira e o porto, e na Ilha de Itaparica na proximidade do engate do Ferry-boat. Vai ser iniciada simultaneamente até o vão central. A obra trará uma série de tecnologias. Está em tramitação no Inema um pleito da concessionária de utilização de uma tecnologia de uma plataforma linear provisória. Será visível o trabalho de máquinas pesadas no mar. O encaixe tem um desenho original. Temos trabalhado com os respectivos governos municipais de Vera Cruz e Salvador", declarou o secretário. 

De acordo com Florence, a obra foi motivo de diálogo com comunidades diretamente impactadas na construção do equipamento. Segundo ele, o processo de licenciamento atende a uma série de exigências e está sendo fiscalizado de perto pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pelo Ministério Público Federal (MPF).

"Tínhamos feito o licenciamento prévio e fizemos consultas e audiências. Vamos fazer mais uma rodada de consultas para chegar à licença de implantação. Essas novas consultas dialogam com comunidades tradicionais, povos de religiões de matrizes africanas, ciganos, pescadores e pescadoras artesanais, acompanhamento do MP e do MPF. Concluído esse processo, teremos a LI, que é a licença de implantação. Mas antes disso, as obras já começam", destacou.


"Concluído o processo, tem a colocação dos pilares. Aí tem importação de aço, alguns engenheiros precisam vir da China. Nossa expectativa é de que finalmente tenhamos o sistema viário oeste, já que a ponte é só parte. Vai ter duplicação da Ponte do Funil, vai ter a duplicação da 001, duplicação das estradas entre Nazaré das farinhas e a BR 242, no entroncamento com a 116. Estamos a pleno vapor e temos convicção de que o impacto econômico e social para a Bahia é muito grande", acrescentou o chefe da Casa Civil.

Impacto imobiliário

O secretário também comentou o impacto imobiliário da ponte. A preocupação sobre oscilação nos preços de imóveis e também a preservação de comunidades originais de Vera Cruz vem sendo acompanhada também pelos representantes dos ministérios públicos. Para Florence, é natural um aumento na procura por casas e terrenos, mas também é importante salvaguardar os direitos de quem já mora na região. 

"Os imóveis vão viver uma valorização e essa valorização, muitas vezes, incomoda os mais simples, que começam a ver essa ação de incorporadoras. às vezes é uma área que tem um terreiro ou um igreja. É um impacto involuntário, mas há valorização ou desvalorização, que é o que vinha ocorrendo", detalhou o gestor, que citou o atual sistema de travessia entre as duas cidades, classificando-o como ultrapassado. 

Jerônimo Rodrigues participa de assinatura de novo contrato da Ponte Salvador-Itaparica Fotos: Wuiga Rubini/GOVBA

"O sistema ferry-boat cumpriu um papel importante, mas ele está superado e defasado. Agora nosso governo, por três vezes, publicou licitações para comprar ferry boats e não houve candidatos. Estamos tentando e não estamos conseguindo. Isso iria haver uma desvalorização como um todo. Com a ponte se transformando em realidade, após seis anos de obra, 35 anos de contrato e 29 de operação do pedágio, claro que isso será progressivo. Mas Salvador não tem para onde crescer. A partir da fronteira do aeroporto, é lauro de Freitas. No centro-norte, Simões Filho e centro industrial, depois Candeias ali na BTS. A ponte vai permitir uma aárea de expansão imobiliária. O TCE está preocupado com isso para mitigar o impacto social e ambiental", disse.

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