Política
Publicado em 06/07/2025, às 14h37 Rebeca Santos
O terceiro governo Lula carece de uma identidade clara, com sua popularidade em queda acentuada e, até pouco tempo atrás, sem conseguir unificar sequer sua própria base militante ou o posicionamento de seus ministros.
Segundo informações do Estadão, aliados do governo já sinalizavam, em conversas reservadas, que, caso a apatia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) persistisse, uma nova crise de grande repercussão popular — como as envolvendo o Pix e o INSS — poderia colocar em risco a presença do PT no segundo turno das eleições de 2026.
Ao encerrar o semestre, o Congresso ofereceu a Lula um discurso pronto. A maneira como Câmara e Senado lidaram com a crise do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) permitiu ao petista reviver o embate "nós contra eles", estratégia que será amplamente explorada pelo PT, independentemente de quem assumir a presidência do partido.
Sidônio Palmeira, marqueteiro da campanha vitoriosa de 2022 e atual ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, alinhou a narrativa com o partido de Lula, e juntos elegeram um "inimigo comum": bancos, bilionários e apostas esportivas.
“Se a gente pensar, por exemplo, Fernando Henrique I e II, tem o controle da hiperinflação e tem a estabilidade econômica. O Lula I e II tem a questão da diminuição da pobreza, o incremento da classe média e a consolidação dos programas sociais. O Lula 3 não tem uma marca para chamar de sua. Então, esse novo BBB é uma marca que pode pegar e consegue mobilizar a militância”, analisa Rodrigo Prando, cientista político e professor de Sociologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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