Política

Senado pede prisão preventiva de Ciro Gomes

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Ex-governador do Ceará é acusado de perseguição e ofensas à prefeita de Crateús, Janaína Farias, em declarações polêmicas.  |   Bnews - Divulgação José Cruz/Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 08/09/2025, às 12h19 - Atualizado às 12h19



A Advocacia do Senado pediu a prisão preventiva do ex-governador de Ceará, Ciro Gomes, por ofensas, ataques e perseguição contra a ex-senadora e atual prefeita de de Crateús (CE), Janaína Farias (PT).

O pedido está presente em dois documentos encaminhados pela Advocacia do Senado à Justiça Eleitoral do Ceará nos dias 1º e 4 de setembro. O juiz responsável pelo caso ainda não analisou a solicitação.

O pedido de prisão preventiva contra Ciro Gomes após ele ter feito declarações sobre Janaína em abril de 2024, quando ela assumiu a cadeira no Senado no lugar de Camilo Santana, que deixou o cargo para assumir o comando do Ministério da Educação. Ciro disse que ela assumiu a  vaga  por ser “assessora de assuntos de cama” e “cavalo” do ministro. 

Ciro continuou fazendo declarações semelhantes nos meses seguintes. Os ataques foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral do Ceará perto das eleições municipais do ano passado. Como Janaína ainda era senadora, a Advocacia do Senado seguiu como assistente de acusação.

Para a Advocacia do Senado, Ciro Gomes seguiu cometendo crimes com essas falas, mesmo após já ter se tornado réu, o que abre caminho para que fosse solicitada a prisão preventiva do ex-governador do Ceará por risco à ordem pública. A procuradoria ainda não se manifestou sobre o pedido de prisão preventiva apresentado pela Advocacia do Senado.

"Sempre valendo-se de ataques à condição de mulher da vítima, o réu tem se demonstrado um criminoso habitual. [...] Por se tratar de fato novo, requer-se a decretação da prisão preventiva do réu; ou, subsidiariamente, pelo menos das seguintes medidas cautelares alternativas à prisão", diz o pedido.

Neste mês, a Justiça Eleitoral do Ceará solicitou à Superintendência da Polícia Federal no Ceará que investigasse Ciro por um eventual crime de perseguição.

Em maio deste ano, Ciro foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal a pagar indenização de R$ 52 mil reais para Janaína por danos morais por conta das declarações. 

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