Política
O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB/SE), reagiu, na sexta-feira (27) à noite, à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que suspendeu a quebra de sigilo da empresa Maridt que está em nome dos irmãos do ministro Dias Toffoli. Vieira afirmou que a comissão recorrerá; o senador também apontou manobra de Gilmar que, segundo ele, contraria jurisprudência da Corte.
"Nesse emaranhado de decisões atípicas e de movimentações milionárias e suspeitas, uma coisa é verdade imperiosa: esse escândalo é grande demais para empurrar debaixo do tapete. A Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado vai ter que fazer o seu papel", destacou Vieira.
Ele complementou: "A CPI do Crime Organizado recebe e vai recorrer, vai enfrentar a decisão do ministro Gilmar Mendes que suspendeu os efeitos da quebra de sigilo da empresa Maridt. Essa decisão é tão absurda na forma e no mérito que exige uma contextualização detalhada".
Na decisão da CPI, foi determinada a convocação dos irmãos de Dias Toffoli e a quebra de sigilo da empresa que, segundo Alessando Vieira, tem o ministro do STF como sócio oculto.
"Essa decisão da CPI é plenamente fundamentada. Por conta do potencial vinculo entre os casos Master e Reag com notícias consistentes de circulação de recursos para fins de circulação de recursos para fins de Lavagem de Dinheiro, inclusive recursos do PCC", reforçou o relator da CPI.
Manobra
O senador Alessandro Vieira apontou que a forma como o ministro Gilmar Mendes julgou o habeas corpus apresentado pela Maridt não é usual e foi feito em mandato de segurança anteriormente arquivado pelo magistrado há três anos.
"Os irmaõs do ministro Toffoli, que são sócios conhecidos, protocolaram um HC perante do ministro André Mendonça, que é o relator do caso Master, e ele deferiu o direito deles de não serem obrigados a comparecer para depoimento justamente porque eles são investigados e essa jurisprudência é consistente no Supremo nesse sentido; não tem problema", iniciou o senador, ao comentar a tramitação do HC.
Ele então disse: "Mas chama a atenção que a empresa Maridt, aquela que tem o sócio oculto, o ministro Dias Toffoli, ela não peticiona o relator do Caso Master, que é o André Mendonça, e nem faz livre distribuição. Ela peticiona diretamente ao ministro Gilmar Mendes nos autos de um mandado de segurança que já estava arquivado desde março de 2023, quase três anos".
"Embora seja flagrante este absurdo, o ministro Gilmar não só desarquiva esse mandado de segurança, que é o 38187, e decide pela nulidade das quebras de sigilo e depois ele volta a arquivar o mandado de segurança. Ele blinda e depois manda arquivar", reclamou Alessandro Vieira.
O Brasil entendeu que esse escândalo é grande demais para esconder debaixo do tapete. A sequência de decisões “atípicas” é um sinal claro do quanto estamos perto de romper o mais antigo e forte acordão de impunidade do País. A lei deve valer para todos e vamos cumprir essa missão pic.twitter.com/XyPBoPmafa
— Alessandro Vieira (@_AlessandroSE) February 27, 2026
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