Política

Senador do PT sobre julgamento de Bolsonaro: “Não se pode cometer crime e sair impune”

Marcos Oliveira / Agência Senado
O senador Rogério Carvalho classifica o julgamento no STF como um momento crucial para a democracia brasileira e defende a punição dos culpados.  |   Bnews - Divulgação Marcos Oliveira / Agência Senado

Publicado em 10/09/2025, às 13h41 - Atualizado às 13h58   Humberto Sampaio e Daniel Serrano



O senador Rogério Carvalho (PT-SE) classificou o julgamento contra o chamado núcleo crucial da trama golpista que tramita na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) como um "momento histórico" para o Brasil. 

Em entrevista ao BNews, o petista defendeu uma punição aos envolvidos em uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. 

"Se ficar provado ou consolidado pelos ministros que houve crime, que houve tentativa de golpe, e que a punição seja capaz de gerar na sociedade uma ideia de que não se pode cometer crimes e ficar impune", disse Carvalho, que ainda saiu em defesa do ministro Alexandre Moraes, relator do caso. 

"Não é o que ele [Moraes] pretende, é o que os autos vão dizer. Não é o que ele pretende. O que ele pretende parece até que, não necessariamente, vindo de uma certa narrativa de que é a vontade do Alexandre. São os fatos. E contra fatos, como diz o ditado popular, não tem argumento. Os fatos são evidentes", afirmou. 

O senador comentou ainda sobre as declarações da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Na última terça-feira (9), ela disse que, se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) for condenado à prisão pelo STF, o governo dos Estados Unidos pode usar seu poder econômico e militar contra o Brasil.

De acordo com Carvalho, o Brasil não deve se curvar a "nenhuma bravata ou nenhuma ameaça" do governo dos EUA. 

"Nenhuma bravata ou nenhuma ameaça deve curvar o Brasil e os brasileiros na preservação da sua soberania. O Brasil é um país soberano, a justiça é autônoma no Brasil. Se nos Estados Unidos neste momento a justiça está subjugada ao presidente Donald Trump, no Brasil a nossa justiça não esteve e não está subordinada ao Executivo, que é um poder inapelável. A nossa soberania não vai ser entregue, nem vamos nos submeter aos ataques do governo americano", disparou o petista. 

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