Política

STF pode terminar julgamento de Bolsonaro antes do previsto; entenda

Gustavo Moreno/STF
As sessões do STF estão programadas para os dias 10, 11 e 12, com expectativa de definição de penas para os réus na sexta-feira.  |   Bnews - Divulgação Gustavo Moreno/STF
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 10/09/2025, às 11h49 - Atualizado às 11h49



Membros do Supremo Tribunal Federal (STF) esperam finalizar o julgamento do “núcleo crucial” da trama golpista antes do previsto. As informações são do jornal Estado de São Paulo. 

De acordo com a publicação, o STF acredita que não haverá a necessidade de realizar a sessão agendada para a tarde da sexta-feira (12). 

Na manhã desta quarta-feira (10), o ministro Luiz Fux iniciou a leitura do seu voto. Além dele, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin ainda precisam votar. 

As sessões na Primeira Turma do STF estão marcadas para a manhã desta quarta-feira (10), manhã e tarde da quinta-feira (11) e manhã e tarde da sexta-feira (12). 

A previsão de interlocutores do tribunal é que o ministro Luiz Fux conclua o seu voto ainda na manhã desta quarta-feira (10), Cármen Lúcia vote na manhã da quinta-feira (11) e Cristiano Zanin lê sua manifestação na tarde da quinta-feira (11). 

Já na manhã da sexta-feira (12) seria definido o tamanho da pena para cada um dos eventuais condenados. Com isso, não haveria a necessidade de realizar a sessão agendada para a tarde da sexta-feira (12). 

Moraes e Dino votaram pela condenação de Bolsonaro

Até o momento, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus do “núcleo crucial” da trama golpista. 

O ministro Flávio Dino seguiu o voto de Moraes pela condenação dos réus, mas defendeu penas menores para o  general Heleno e Alexandre Ramagem. 

A divergência de Fux

Em seu voto, concedido na manhã desta quarta-feira (10), o ministro Luiz Fux divergiu do relator do caso, Alexandre de Moraes, e defendeu que Bolsonaro e os demais réus da trama golpista julgados em primeira instância e não pelo STF.

Fux disse ainda que é necessário declarar a nulidade de todo o processo. Diante da indicação preliminar, o ministro deve divergir de Moraes e Dino e não deve pedir a condenação de Bolsonaro e dos demais réus do "núcleo crucial" trama golpista. 

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