Política
Publicado em 24/02/2025, às 08h34 - Atualizado às 08h34 Cadastrado por Daniel Serrano
Silvio Almeida concedeu a sua primeira entrevista depois de ter sido demitido do Ministério dos Direitos Humanos por ter sido acusado pela ministra Anielle Franco (Igualdade Racial) de importunação sexual. O ex-ministro vai prestar depoimento nesta terça-feira (25), na sede da Polícia Federal em Brasília. O caso está em segredo de Justiça.
Em entrevista ao Uol, Silvio Almeida voltou a negar as acusações de ter cometido importunação sexual contra Anielle durante a transição de governo.
“Não convivemos durante a transição. Tenho lembrança de ter encontrado Anielle em duas ocasiões. Num jantar, em que minha esposa, grávida, ficou conversando com a ministra. Depois no dia em que fomos anunciados ministros”, disse.
“Não tenho lembrança de ter me encontrado com ela durante os trabalhos. Se aconteceu, foi um encontro rápido nos corredores, ou na saída do Centro Cultural Banco do Brasil, sede da transição, e eu estava com assessores”, emendou Silvio, que garantiu não ter feito sussurros eróticos nos ouvidos da ministra.
“Imagine uma reunião em que estão dois ministros. Eu, sentado, na lateral da mesa; a ministra sentada na ponta, outras pessoas sentadas, o presidente da Anac [Agência Nacional de Aviação Civil], e logo na minha frente o diretor geral da Polícia Federal. Eu passaria a mão nas pernas de uma ministra numa reunião na frente do diretor geral da PF? Isso é um descalabro”, destacou.
Ao ser questionado se Anielle Franco “não teria muito a perder inventando” uma denúncia de importunação sexual, Almeida disse que os dois caíram em uma “armadilha”.
“Acho que ela caiu numa armadilha, a falta de compreensão de como funciona a política —a armadilha em que eu caí também. Não prestei atenção em coisas em que deveria ter prestado mais atenção. Ela, da mesma forma. Ela se perdeu num personagem”, disse.
“Para tentar me desgastar, ela participou desse espalhamento de fofocas e intrigas sobre mim. O objetivo talvez fosse minar minha credibilidade, tirar meu espaço em certos círculos da elite carioca, da academia, com pessoas ligadas ao sistema de justiça. Me queimar”, acrescentou.
“Essa fofoca se tornou objeto de interesse do jornalismo. Isso se tornou um caso de interesse das autoridades policiais. E foi hipotecada uma crise enorme para o governo. Ela perdeu o controle da narrativa. Diante do tamanho da crise, sobraram para ela duas opções”, arrematou.
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