Política

Sob gestão de Rui Costa, servidores da Abin voltam a reclamar de sucateamento e más condições de trabalho

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Agência Brasileira de Inteligência enfrenta reclamações sobre condições de trabalho e orçamento reduzido sob a gestão de Rui Costa.  |   Bnews - Divulgação Paulo Pinto/Agência Brasil
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 17/08/2025, às 12h15



Os servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) — principal órgão do setor no Brasil —, voltaram a reclamar de "sucateamento e más condições de trabalho" em meio à gestão do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). O atual diretor-geral do órgão, o delegado da Polícia Federal (PF) Luiz Fernando Corrêa, também tem sido alvo de críticas.

A Abin está sob o guarda-chuva da Casa Civil desde março de 2023, após deixar de ser vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) — que perdeu espaço no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após os ataques de 8 de janeiro. De lá para cá, funcionários da agência têm reclamado constantemente da falta de verba.

No fim de 2024, a União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis) divulgou uma nota levantando questões que poderiam inviabilizar o trabalho da agência. De acordo com a associação, o orçamento atual do órgão é o menor dos últimos 14 anos.

Diante do tido "sucateamento", de acordo com o portal Metrópoles, funcionários Abin dizem que estão sem condições de "mover um dedo" diante da recente crise entre Brasil e Estados Unidos, com a tentativa de interferência de Donald Trump na soberania do país.

Além disso, servidores da agência ainda entraram em rota de colisão com a Polícia Federal e acusam a corporação de tentar se apoderar de funções que antes estavam nas mãos da agência.

Na escalada do desgaste, a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional avalia convocar o ministro Rui Costa, ainda neste mês de julho, para explicar as atividades da Abin.

Durante reunião, ocorrida no último dia 2 de julho, o colegiado ouviu a portas fechadas o diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa. No entanto, a comissão não pode divulgar informações sobre as audiências.

Por cerca de duas horas, ele respondeu a todos os questionamentos de deputados e senadores sobre a suposta espionagem do Brasil ao Paraguai, o indiciamento dele no caso da "Abin Paralela" e ainda sobre a gestão da agência. Rui Costa tem defendido para aliados a permanência de Corrêa, mesmo com o indiciamento da PF.

Servidores da Abin estiveram na porta da sala da comissão e pressionaram parlamentares para convocar o ministro da Casa Civil. Eles também apresentaram reivindicações como uma nova regulamentação da carreira, além do pedido de saída do atual diretor-geral. 

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