Política

STF julga anulação de provas contra Palocci na Lava Jato

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Palocci delatou esquema de propinas de R$ 333,5 milhões, mas sua defesa alega que ele foi pressionado a assinar a delação  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Agência Brasil

Publicado em 28/03/2025, às 07h36   Yuri Pastori



A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, nesta sexta-feira (28), o julgamento da anulação de todas as provas e processos contra o ex-ministro Antônio Palocci na Operação Lava-Jato. O julgamento acontece no plenário virtual até o dia 6 de abril.

Os ministros Edson Fachin (presidente), Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques compõem a Segunda Turma. Desses, Gilmar, Toffoli e Fachin são críticos à operação, já formariam maioria e poderiam manter a decisão monocrática de Toffoli. A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu da decisão do ministro, que pediu a "nulidade absoluta de todos os atos praticados contra o ex-ministro", inclusive na fase pré-processual da Lava Jato.

Toffoli estendeu a Palocci decisões que beneficiaram o presidente Lula. Também foram favorecidos os empresários Marcelo Odebrecht, Raul Schmidt Felippe Júnior e Léo Pinheiro e o ex-governador paranaense Beto Richa (PSDB).

O ex-ministro delatou um esquema de propinas que totalizou R$ 333,5 milhões. Ele firmou um acordo de colaboração premiada no âmbito da Operação Lava Jato, quando detalhou supostos repasses de empresas, bancos e indústrias a políticos e partidos entre 2002 e 2014.

Durante um interrogatório em 2017, Palocci afirmou que havia um "pacto de sangue" entre Lula e Emílio Odebrecht, que envolvia uma propina de R$ 300 milhões. A defesa de Palocci, no entanto, alegou que ele foi pressionado a assinar a delação. As informações são do portal Uol.

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