Política
Publicado em 27/03/2025, às 08h47 Yuri Pastori
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) e outros sete aliados se tornaram réus por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes, após decisão por unanimidade da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O processo agora entra na fase de instrução penal, onde serão coletadas provas, realizadas diligências e ouvidas até 320 testemunhas.
Juristas ouvidos pelo Estadão apontam que, apesar da complexidade do caso, o STF pode adotar estratégias para acelerar o andamento, como o uso de juízes federais para conduzir os depoimentos, e a criação de uma equipe exclusivamente dedicada à análise do caso.
A rapidez do processo é criticada por Bolsonaro. Ele quer evitar que o julgamento ocorra até a eleição de 2026. Um advogado ouvido pelo Estadão destacou que o julgamento deve seguir o rito tradicional, com a coleta de depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, e há a possibilidade de novas provas serem juntadas até a sentença.
Os julgamentos foram separados pelo STF em núcleos. O próximo passo será a análise das alegações finais, seguida pela elaboração do voto do relator e julgamento no plenário da Primeira Turma. A conclusão do processo determinará se os réus serão absolvidos ou condenados.
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