Política

Suíca critica Alcolumbre por travar PL do piso nacional da limpeza: "Um homem só ferrando a vida dos trabalhadores"

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Com 60 assinaturas, o projeto que visa o piso nacional e a insalubridade aguarda votação no Senado  |   Bnews - Divulgação Joilson César/BNews
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 15/05/2026, às 12h19 - Atualizado às 12h46



O ex-vereador de Salvador e Secretário-Geral do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Limpeza Pública e Terceirizados da Bahia (Sindilimp-BA), Luiz Carlos Suíca (PT), explicou que a paralisação nacional em defesa da aprovação do Projeto de Lei 4146/2020 no Senado acontece como uma forma de forçar a responsabilidade do presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), para que paute a proposta na Casa Legislativa.

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Segundo ele, o projeto já passou pela Câmara de Deputados, onde foi aprovado por unanimidade, e já tem 60 assinaturas de senadores pedindo a urgência. "O governo apoia o projeto, 60 senadores e senadores aprovam, apoiam o projeto e ele [Alcolumbre], um homem só, está ferrando a vida dos trabalhadores", disparou.

"O Alcolumbre está buscando subterfúgio, inventou que tem diversos pisos para não pautar o piso, o PL 4146 que trata do piso nacional, da insalubridade, da aposentadoria especial. Já tem a fonte de custeio e ele está criando um maior problema", reclamou.

O pré-candidato a deputado federal detalhou quais são as reivindicações da categoria. Ele ressaltou a importância da regulamentação da profissão. 

"A gente quer a valorização e a regulamentação da categoria, também para que os trabalhadores possam se aposentar com 25 anos. É péssimo que esses trabalhadores têm dificuldades, mesmo trabalhando 25, 30 anos, de se aposentarem, porque não tem o CBO, que é o Código Brasileiro de Ocupação", argumentou.

O petista também comentou em entrevista ao BNEWS sobre a paralisação das atividades em Salvador, que, a princípio, ocorre durante 24 horas com início nesta sexta-feira (15). Ele alertou que o tempo dessa mobilização pode ser prolongado e novas paradas podem ocorrer, caso as reivindicações não sejam atendidas.

"Um dia sem coleta na verdade, um dia sem varrição, vai precisar de dois, três dias para limpar, então eu acho que é um prejuízo grande para a cidade. Nós não somos só trabalhadores de limpeza, varredores e coletores, ou motoristas, nós somos produtores de saúde", defendeu.

Em nota, a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) informou que foi "surpreendida" com a decisão do Sindilimp e que não recebeu comunicação prévia da paralisação, conforme prevê a legislação. 

A Limpurb disse que reconhece o direito de greve e de paralisação da categoria, desde que o movimento ocorra dentro dos trâmites legais e sem causar maiores impactos aos cidadãos. A empresa avalia a adoção de medidas administrativas e judiciais, caso considere necessário.

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