Política
Publicado em 15/05/2025, às 07h55 Yuri Pastori
O ex-presidente Michel Temer (MDB) disse, na última quarta-feira (14), que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que foi indicado por ele à Corte em 2016, não é radical, como dizem aliados de Jair Bolsonaro. Temer avalia que o ministro tem mostrado uma postura pacificadora, a exemplo da flexibilização ao liberar presos do 8 de janeiro.
Temer considera mais útil o Supremo resolver o assunto da anistia e fazer uma nova dosagem de penas do que a pauta ir para o Congresso Nacional. Apesar disso, ele reconhece que o Congresso tem competência para perdoar os acusados pelos ataques.
"Daqueles [do] 8 de janeiro, ele já liberou muita gente. Então, ele fez uma coisa adequada no momento que deveria fazer, não é? Para garantir as eleições e está fazendo agora com vistas à pacificação do país. Aquelas penas de 14, 15, 17 anos devem ser reduzidas. Isso está começando a acontecer. E há instrumentos jurídicos para isso", ressaltou Temer.
"Tanto não é radical, e eu vou dar exemplos concretos, que ao longo do tempo, você percebe que ele começou a liberar pessoas. Você viu que o Fernando Collor foi para a domiciliar, Roberto Jefferson também", continuou.
Temer tem defendido uma união de governadores pré-candidatos de centro-direita para 2026. Por isso, ele se tornou alvo de bolsonaristas nas últimas semanas, pois estes avaliam que a sua proposta excluiria Bolsonaro, o que Temer nega. As informações são da Folha de São Paulo.
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