Política
por Bruna Rocha
Publicado em 12/11/2025, às 12h50 - Atualizado às 13h18
Jeffrey Epstein afirmou que o então empresário e atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “sabia” de suas condutas ilegais envolvendo adolescentes. Segundo novos e-mails divulgados pelo Congresso americano nesta quarta-feira (12), Epstein também relatou que Trump teria “passado horas” em sua casa durante o período em que os dois mantinham contato.
Epstein, um empresário norte-americano conhecido por sua rede de contatos com políticos, celebridades e magnatas, foi acusado de abusar de mais de 250 meninas menores de idade e de comandar uma rede de exploração sexual.
De acordo com os documentos revelados, os e-mails levantam novas dúvidas sobre a relação entre Trump e Epstein. Em uma das mensagens, o bilionário teria afirmado que “Trump sabia sobre as meninas”.
Epstein foi preso em julho de 2019 e morreu cerca de um mês depois, em sua cela, em um aparente suicídio.
O caso se tornou um problema para o governo Trump, que nega qualquer envolvimento e chegou a alimentar teorias da conspiração sobre o episódio. A pressão aumentou quando o Departamento de Justiça divulgou, em fevereiro, parte dos documentos do caso, sem trazer novas informações. Em maio, o próprio departamento notificou Trump de que seu nome aparecia em registros relacionados a Epstein.
Diante das acusações, Trump reconheceu que foi amigo do bilionário no passado, mas afirmou ter rompido a relação “há muitos anos”.
Entre os novos documentos divulgados pela Câmara americana, está uma suposta carta trocada entre Trump e Epstein. A tradução do conteúdo é a seguinte:
Trump, no entanto, negou a autenticidade da carta. “Nunca pintei um quadro na minha vida. Não desenho mulheres”, disse. “Não é a minha linguagem. Não são as minhas palavras”.
Após a divulgação do material, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Taylor Budowich, também questionou a veracidade do documento, alegando que a assinatura apresentada é diferente da usada por Trump.
Apesar das dúvidas levantadas pela Casa Branca, veículos da imprensa americana resgataram documentos da década de 1990 nos quais a assinatura do então empresário aparece semelhante à que consta na suposta carta.
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