Política
por Héber Araújo
Publicado em 19/08/2025, às 19h39 - Atualizado às 19h40
Os partidos União Brasil e Progressistas (PP) aprovaram, nesta terça-feira (19), a formação de uma federação entre ambos. Durante o evento de lançamento, vários governadores de oposição ao presidente Lula (PT), como Tarcísio de Freitas (Republicanos), participaram e fizeram discursos com declarações diretas contra o petista.
O União Brasil, inclusive, foi apoiador do presidente durante sua campanha de eleição para o terceiro mandato, possuindo ainda quatro ministérios na atual gestão.
O que a gente pode celebrar hoje é essa junção de excelentes quadros, quadros que vão estar à disposição do Brasil para fazer a diferença. Eu, como estrangeiro, quero dizer parabéns e o Brasil contará muito com vocês, que venham muitas vitórias e que o processo de transformação do Brasil comece por aqui”, disse Tarcísio.
O governador de São Paulo ainda evitou de falar sobre o processo eleitoral de 2026, mas afirmou que a federação é “mais uma força para discutir a reforma política, envelhecimento da população, financiamento público de saúde, discutir o processo de pacificação, de desescalada da crise, discutir as nossas crises fiscais”.
O lançamento da federação também contou com governadores bolsonaristas Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Ibaneis Rocha (MDB-DF), que, em seus respectivos discursos, criticaram a atuação de Lula e afirmaram que a solução para o Brasil é “derrotar Lula em 2026”. Nenhum membro do PT ou de partidos ligados à esquerda participaram do lançamento.
Entretanto, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), que foi o primeiro a discursar, afirmou que a federação não está ligada diretamente a nenhuma vertente política. “Não é um movimento de oposição ou situação, este movimento precisa ser um movimento de política com P maiúsculo”, disse.
A União Progressista (UPB) agora possui 12.398 vereadores, 1.335 prefeitos, 186 deputados estaduais e quatro distritais, seis governadores, quatro vice-governadores e 1.183 vice-prefeitos.
Considerada uma "superfederação", o grupo será comandado pelos presidentes partidários, Ciro Nogeuria (PP) e Antônio Rueda (União), até o fim de 2025, de forma compartilhada. Rueda ainda será o presidente do grupo, individualmente, entre 2026 e 2029.
Nesses primeiros meses, a federação terá, no corpo de administradores, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, Arthur Lira, e Davi Alcolumbre.
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