Política

Vai ficar inelegível? Desfile em homenagem a Lula vira alvo da Justiça

Ricardo Stuckert
No desfile, a escola homenageou Lula com o samba-enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 16/02/2026, às 11h21



O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência, disse que vai entrar com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O motivo é o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que aconteceu na Marquês de Sapucaí na noite de domingo (15).

O partido Novo, que tem o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como pré-candidato à Presidência, também anunciou que vai tomar a mesma medida. Eles querem  Lula inelegível.

“Nossa ação contra os crimes do PT na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE! Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a FAMÍLIA! Vamos vencer o mal com o BEM!”, escreveu Flávio em publicação na rede social X.

No desfile, a escola homenageou Lula com o samba-enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

Na abertura, bonecos mostraram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, com o vice Michel Temer roubando a faixa presidencial. Já o ex-presidente Jair Bolsonaro apareceu representado como um palhaço de terno azul e peruca vermelha, parecido com o Bozo.

O Novo, que já tinha entrado com ações no TSE e no Tribunal de Contas da União (TCU), disse agora que vai apresentar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).

Nela, pedirá a cassação do registro de candidatura e a declaração de inelegibilidade de Lula, por causa de abuso de poder político e econômico.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (16), o partido afirmou que o desfile da Acadêmicos de Niterói usou dinheiro público para promover a imagem de Lula em um momento pré-eleitoral.

"O evento deixou de representar uma manifestação cultural espontânea e assumiu contornos explícitos de promoção eleitoral", declarou.

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