Política
por Rebeca Santos
Publicado em 26/02/2026, às 06h29
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na última quarta-feira (25) que o imposto de importação sobre produtos eletrônicos não serve para arrecadar dinheiro, mas para regular o mercado.
Segundo ele, a medida atinge só empresas estrangeiras que não produzem no Brasil ou que fabricam algo diferente do que já é feito aqui.
“Essa medida impede que uma empresa estrangeira consiga concorrer com uma empresa que está instalada aqui”, afirma ele.
Mesmo assim, Haddad confirmou que a medida gera um impacto de R$ 14 bilhões, mas insistiu que isso não vai ser sentido pela população.
Ele explicou que, por exemplo, cerca de 90% dos celulares vendidos no Brasil são fabricados na Zona Franca de Manaus, então eles ficam livres desse imposto.
Haddad acrescentou que, se o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) descobrir alguma empresa que produz no Brasil ou que traz algo que não é feito aqui, mas está sendo taxado, a alíquota pode ser zerada.
De acordo com o ministro, a medida é regulatória e quer acabar com o comércio internacional desleal.
Entenda o aumento do imposto sobre produtos eletrônicos
No dia 6 de fevereiro, o governo aumentou as taxas de importação para cerca de 1.250 produtos. Parte dessas mudanças começa a valer a partir deste domingo (1º/3).
As taxas variam de 7,2% a 25%. Segundo a resolução do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior, o objetivo é proteger a indústria brasileira.
O Ministério da Fazenda informou que esses produtos ajudaram na queda do superávit comercial: de US$ 99 bilhões em 2023 para US$ 74 bilhões em 2024, e US$ 68 bilhões em 2025.
Em 2025, o Brasil teve o maior déficit nas contas externas, de US$ 68,8 bilhões. Essa conta inclui não só a diferença entre importações e exportações, mas também outros gastos, como despesas de brasileiros no exterior.
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