Política

Valdemar diz à PF que afirmação sobre minuta golpista na 'casa de todo mundo' foi metáfora

Valter Campanato/Agência Brasil
Valdemar entregou seu celular espontaneamente à polícia para ser periciado  |   Bnews - Divulgação Valter Campanato/Agência Brasil

Publicado em 02/02/2023, às 19h32   Marianna Holanda/ FolhaPress



O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou à Polícia Federal nesta quinta-feira (2) que foi uma "metáfora" a declaração que deu durante uma entrevista sobre a existência de propostas de minutas de teor golpista em poder de autoridades ligadas aos governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ele afirmou que "recebeu duas ou três propostas dessas" sem identificação e que ao dizer que "esses documentos tinham na casa de todo mundo, que não quis defender ninguém.

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Valdemar disse também aos investigadores que falou de "forma genérica", uma "força de expressão", e que após receber essas propostas "simplesmente 'moía'", em uma referência a picotá-las em uma trituradora de papeis.

Uma cópia de uma minuta para que Bolsonaro decretasse o Estado de Defesa no Tribunal Superior Eleitoral, visando mudar o resultado das eleições, foi apreendida pela PF na casa do ex-secretário de Segurança Pública do DF e ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

O dirigente do PL entregou seu celular espontaneamente à polícia para ser periciado.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), havia autorizado na terça-feira (31) o interrogatório do presidente do PL. "As afirmações de Valdemar Costa Neto, ao dizer que teve consigo minutas semelhantes, de caráter manifestamente ilegal e inconstitucional, devem ser esclarecidas no contexto mais amplo desta investigação", escreveu na ocasião o magistrado.

O pedido da PF foi feito no inquérito que tem entre os investigados, além de Torres, o governador afastado do DF, Ibaneis Rocha (MDB), o ex-secretário-executivo da Segurança Pública do DF Fernando de Sousa Oliveira e o ex-comandante da Polícia Militar Fábio Augusto Vieira.

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