Política

Valmir Assunção descarta resistência da esquerda contra pré-candidatura de Geraldo Júnior: “não existe”

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
O deputado ainda destacou a importância de Fabya Reis (PT), com quem o parlamentar é casado, como vice da chapa.  |   Bnews - Divulgação Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Publicado em 19/06/2024, às 14h04 - Atualizado às 14h13   Humberto Sampaio, direto de Brasília, e Daniel Serrano



O deputado federal Valmir Assunção (PT) descartou, nesta quarta-feira (19), que exista qualquer tipo de resistência por parte de uma ala da esquerda de Salvador com a pré-candidatura de Geraldo Júnior (MDB) para a prefeitura da capital baiana.

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O debate veio à tona depois que um grupo de militantes do Partido dos Trabalhadores teve, na última segunda-feira (17), um encontro com o pré-candidato do PSOL para o pleito, Kleber Rosa.

“Primeiro que não vejo Geraldo com resistência, porque ele é o pré-candidato de todos os partidos da base do governo. Foi a primeira vez na história que nós conseguimos unificar todos os partidos em torno de uma candidatura”, disse o deputado ao BNews.  

“Não existe [essa resistência]. Eu acompanhei um debate nas redes sobre algumas pessoas que eram do PT e estavam participando de debate com Kleber, que é um grande companheiro, mas essas pessoas eram pessoas filiadas ao PT e já tinha [deixado o partido para] se filiaram ao PSOL e que ainda são caracterizadas como petistas”, acrescentou.

O deputado ainda destacou o papel de Fabya Reis (PT), com quem o parlamentar é casado, como vice da chapa.

“O que eu acho que a pré-candidatura de Fabya pode ajudar é porque ela é de um movimento social, ela vem da Secretaria da Promoção da Igualdade Racial. Então, essa questão social com essa questão racial, esse debate ela tem. Ela é uma pessoa de muito conteúdo, de muita capacidade e ela tem o apelo das mulheres, do movimento negro e dos movimentos sociais. Ela unifica esse campo”, acrescentou.

Ataques contra o MST

Valmir Assunção ainda comentou sobre os recentes ataques contra os movimentos sociais, em especial ao Movimento Sem Terra (MST), ao qual o deputado é ligado. As investidas contra o MST têm partido de organizações conta com a presença de fazendeiros e por uma ala no Congresso Nacional para constranger e até ameaçar integrantes dos movimentos sociais.

“As organizações do campo cresceram muito ao longo dos anos. A reforma agrária é uma medida constitucional. Portanto, nós temos na Constituição e na sociedade. Durante esse período, os movimentos sociais, sobretudo o Movimento Sem Terra, se caracterizou como um movimento de esquerda”, afirmou.

“Tô caracterizando isso para dizer que foi essa luta que enfrentamos no golpe contra a presidente Dilma em 2016 e, a partir dai, se criou um movimento de extrema-direita para, de todas as formas, destruir os movimentos sociais. E o Movimento Sem Terra está dentro desse contexto. Não é de se estranhar que temos um Congresso com mais 300 deputados que defende os ruralistas e o agronegócio”, emendou.

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