Política

Vereador de Salvador acusado de machismo por colegas faltou a mais da metade das sessões em 2024

Paulo M. Azevedo / BNews
Átila do Congo faltou a quase vinte sessões somente este ano  |   Bnews - Divulgação Paulo M. Azevedo / BNews
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 20/06/2024, às 12h32 - Atualizado às 13h10



O vereador de Salvador, Átila do Congo (PMB), que protagonizou uma discussão acalorada com as parlamentares mulheres da casa, nesta quarta-feira (19), durante uma sessão, e foi acusado de machismo por elas, faltou a mais da metade das sessões da Câmara da capital em 2024. Os dados são do portal da transparência do legisativo municipal. 

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Segundo informações constantes no site da Câmara, de janeiro até agora foram realizadas 34 sessões e o vereador esteve ausente em 18, o que corresponde a 53%. 

Nas sessões geralmente são debatidos projetos de lei e discutidos temas de relevância para a cidade. 

Entre os vereadores com mais de 10 faltas estão Alfredo Mangueira (Republicanos), Debora Santana (PDT) e Anderson Ninho (PDT). 

Discussão na Câmara

Nesta quarta-feira (19), após a vereadora Laina Crisóstomo (PSOL), do mandato coletivo Pretas por Salvador, chorar ao ser interrompida pelo vereador Paulo Magalhães Júnior (União Brasil), o vereador Átila do Congo (PMB) chamou a colega de vitimista.

Átila,que é presidente do Partido da Mulher Brasileira em Salvador, afirmou que na sociedade atual os homens estão sendo “demonizados”.

O discurso do vereador gerou um descontentamento generalizado entre as parlamentares da casa e de todos os espectros políticos. As vereadoras Ireuda Silva (Republicanos), Débora Santana (PDT), Cris Correia (PSDB), Marcelle Moraes (União) e Roberta Caires (PDT) saíram em defesa de Laina.

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