Política
por Henrique Brinco e Daniel Serrano
Publicado em 15/01/2026, às 14h10 - Atualizado às 14h10
A líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Aladilce Souza (PCdoB), não poupou críticas à decisão do prefeito Bruno Reis (União Brasil) de reajustar a tarifa do transporte público da capital baiana, que passou de R$5,60 para R$5,90.
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Em entrevista ao BNews, concedida nesta quinta-feira (15) durante a Lavagem do Bonfim, a vereadora apontou uma ilegalidade no anúncio feito por Bruno Reis. De acordo com Aladilce, a Lei Orgânica do município determina que a Prefeitura de Salvador deveria ter apresentado à CMS uma planilha detalhando os custos do transporte para justificar o aumento da tarifa, o que, segundo a comunista, não foi feito.
“Eu acho um absurdo que o prefeito tenha decretado esse aumento sem ouvir a Câmara, inclusive de maneira ilegal, porque a lei orgânica do município estabelece que ele precisa ouvir a Câmara, apresentar a planilha de custos do transporte, e isso não foi feito mais uma vez. Aumentou logo após a Câmara ter aprovado um subsídio de R$ 67 milhões para os empresários. Então, é um absurdo, é um peso muito grande nas costas de uma cidade pobre como Salvador”, revelou a vereadora.
Aladilce também criticou o atual valor da passagem do transporte público. A líder da oposição destacou que a tarifa é a maior do Nordeste e uma das maiores do Brasil, ficando à frente de capitais como Rio de Janeiro e São Paulo. A vereadora ainda acusou a Prefeitura de oferecer à população uma frota sucateada.
“A gente tem alguns ônibus no centro da cidade, ali pelo BRT, que têm ar-condicionado, que são novos, mas na periferia, onde está a grande massa da população, os ônibus são velhos. É uma frota sucateada. Eu própria estou indo nos finais de linha e estou vendo os ônibus todos pintados, cheios de barata, que param no meio do caminho. Então, é um horror muito grande para a população, esse sistema de transporte precário, caótico, para uma passagem tão cara”, disse Aladilce.
Para 2026, a vereadora revelou que seguirá pressionando para que a Prefeitura apresente uma “contrapartida social” para justificar o aumento da passagem.
“Esse ano a gente vai continuar firme, combatendo, dizendo que nós precisamos ter contrapartida social. Se o município dá subsídio, a população não pode pagar duas vezes, porque o subsídio é dinheiro público, é dinheiro da população. E o prefeito, infelizmente, foi insensível, tendo decretado imediatamente depois um aumento, deixando a passagem mais cara do que a de São Paulo, uma das mais caras do país. A gente vai continuar lutando contra isso”, finalizou.
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