Política
por Daniel Serrano
Publicado em 20/07/2025, às 12h19 - Atualizado às 12h26
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) comentou, em entrevista ao BNews, como o bolsonarismo vem se articulando para as eleições de 2026, tanto no cenário nacional quanto estadual. As declarações foram dadas durante um ato de apoiadores do Jair Bolsonaro (PL) contra as medidas cautelares impostas ao ex-presidente, realizado na manhã deste domingo (20), no Jardim de Alah, em Salvador.
Na oportunidade, o parlamentar revelou que ainda há uma indefinição sobre quem será o candidato bolsonarista na eleição presidencial do ano que vem, já que o ex-presidente está inelegível. Segundo Alden, mesmo impedido de disputar o pleito, Bolsonaro segue como o principal nome da direita no Brasil.
"O próprio presidente Bolsonaro ainda não definiu esse nome [do candidato bolsonarista]. Até o presente momento Jair Bolsonaro, mesmo estando inelegível, é o candidato, hoje, da direita do Brasil, em especial, do PL. Então, até o momento, o próprio Bolsonaro não definiu quem será esse nome. Há nomes postos nesse momento que podem vir a ser os eventuais candidatos", disse.
Um dos possíveis nomes é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Apesar de aprovar o nome do chefe do Executivo paulista, o deputado baiano prefere esperar por uma decisão oficial de Bolsonaro sobre o tema.
"Eu prefiro aguardar o próprio presidente sinalizar, indicando esse nome, que eventualmente possa substituí-lo em uma eventual campanha. O Tarcísio é um bom nome, tem feito um bom trabalho no estado de São Paulo, ele representa alguns elementos que nós defendemos, e a gente vai aguardar realmente esse namoro do presidente Bolsonaro com o Tarcísio e com os demais partidos, para a gente definir se de fato ele é o melhor nome"
Sobre a disputa pelo governo da Bahia, Capitão Alden defende que o PL busque se fortalecer no Estado. O deputado não descarta uma candidatura própria do partido, como aconteceu em 2022, quando João Roma disputou o cargo. Por outro lado, o parlamentar não descartou compor uma chapa com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil)
"Eu tenho defendido muito a união dos partidos para combater a esquerda em todos os estados. A Bahia não seria diferente. Mas também defendo o protagonismo do Partido Liberal. Hoje o João Roma, que é o presidente do partido, está na condição de pré-candidato ao governo do estado, embora tenha sinalizado a possibilidade de uma eventual aproximação com o ACM Neto, que apresentou melhores resultados na última campanha", disse.
"É possível esse alinhamento, esse aproximamento, essa aproximação com o ACM Neto. Mas eu defendo, nesse momento, que o PL se fortaleça e que ele participe na majoritária, que o PL, se não tiver um candidato ao governo do estado, que tenha um candidato ao Senado. Eu defendo sim o nome na majoritária, até porque eu não posso pensar apenas e tão somente na união dos partidos para derrotar o PT", emendou.
No entanto, Capitão Alden criticou como essa aliança do PL com o grupo liderado por ACM Neto aconteceu nas eleições municipais de 2024, quando, para o parlamentar, o partido acabou sendo escanteado
"Na última eleição, em 24, nós usamos esse mesmo argumento de 'vamos nos unir para atirar o PT nas cidades'. Fizemos esse gesto, nos aliamos a muitos candidatos da União Brasil e de outros partidos. Demos a nossa contribuição e na hora que esses prefeitos chegaram ao poder e hoje estão governando esses municípios, esqueceram o PL", afirmou.
"A gente precisa, mais do que tudo, sair desse discurso de 'vamos nos unir para atirar o PT'. É preciso também enxergar o papel e a importância do PL nesse processo político e a gente precisa deixar isso muito claro", emendou.
Ainda sobre as eleições de 2026, Capitão Alden revelou que o PL tem planos ambiciosos para a disputa no Congresso Nacional. De acordo com o parlamentar, o ex-presidente Jair Bolsonaro "deu a missão" para o partido: eleger no mínimo 50% na Câmara dos Deputados e no Senado.
Ao ser questionado sobre uma eventual candidatura ao Senado, o bolsonarista disse que está à disposição do PL, mas uma decisão vai depender "da conjuntura política" do momento.
"Hoje eu estou à disposição do partido. Eu já conversei isso com o presidente Bolsonaro, ele tem pensado em alguns nomes aqui no Estado para o Senado Federal, eu me coloquei à disposição dessa candidatura. No momento eu estou deputado federal e as pessoas esperam que eu estou fazendo um bom trabalho", revelou.
"As pessoas têm pedido muito que eu vá para a reeleição para continuar o trabalho na Câmara dos Deputados. Então vai depender muito da conjuntura política naquele momento do próprio presidente Bolsonaro", arrematou.
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