Política

Vorcaro acusa PF de ‘deixá-lo preso e calado’ por interesses políticos

Daniel Vorcaro - Divulgação
Vorcaro afirmou a André Mendonça que há uma “cortina de fumaça” sobre o caso e disse que pessoas do “núcleo do poder” tentam barrar sua delação  |   Bnews - Divulgação Daniel Vorcaro - Divulgação
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 03/09/2026, às 07h48



O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse que em depoimento no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, está sendo "censurado" pela Polícia Federal. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, na transcrição do depoimento, Vorcaro afirmou que havia construído “um sistema” para protegê-lo, mas que “tudo se virou” contra ele. 

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“Eu queria ter a oportunidade de falar, porque hoje eu sei por que tudo aconteceu. Porque eu estava com esse sistema ali, que eu achava que tinha construído um sistema para me proteger e, de repente, todo esse sistema se virou contra mim”, disse Vorcaro a um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça, que colheu o depoimento, realizado sem a presença da PF.

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Ainda de acordo com o ex-banqueiro, “existem pessoas no núcleo do poder” que “não querem” que ele faça uma acordo de delação premiada. Vorcaro não citou nominalmente nenhuma personalidade.

Ele ainda relatou que “se incomodou” com a postura da PF no caso, que não teria demonstrado intenção em ouvi-lo.

“Tem motivações políticas por trás dessa virada contra mim, e de tudo que foi feito depois para me deixar preso e calado no mínimo até passar todos os interesses políticos com o passar do tempo”, disse Vorcaro.

Mesmo com as afirmações, Vorcaro se recusou a admitir crimes e alegou ser alvo de perseguição.

“Eu cometi erros, mas não são esses que estão sendo expostos aí na mídia. O personagem criado ali não é a verdade. Não sou eu. E é uma cortina de fumaça para que a verdade não seja exposta”, afirmou o ex-dono do Banco Master.

O ex-banqueiro também reafirmou que se tornou alvo de “retaliação” do Banco Central, “ataque maciço” e “perseguição econômica”.

Ele apontou ainda que as "intimidações" que sofre pela PF "não só ilicitudes, mas atos que não tem um padrão de moralidade ou que podem criar ou afetar questões políticas”.

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