Política

Vorcaro inicia protocolo para delação premiada; saiba mais

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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está mais próximo de fechar um acordo de colaboração premiada  |   Bnews - Divulgação Vinicius Schimidt/Metrópoles
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 20/03/2026, às 00h18 - Atualizado às 00h20



O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está mais próximo de fechar um acordo de colaboração premiada nas investigações da fraude envolvendo o banco. Nesta quinta-feira (19), ele assinou um termo de confidencialidade com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria‑Geral da República (PGR), considerado a primeira etapa formal para formalizar a delação.

Próximos passos

O termo acerta que, até o fim das negociações, ninguém pode divulgar o que for discutido sobre o caso. O documento é assinado pelo próprio Vorcaro, sua defesa, a PGR e a PF, e marca o começo de uma etapa em que a defesa e as autoridades vão montar juntas uma linha de informações a serem apresentadas. 

Legalmente, trata-se de um começo no processo de colaboração premiada, mesmo que ainda não haja redução de pena definida.

Mudança de prisão para a PF

Na mesma quinta-feira, Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, sob autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federa (STF), que relata o inquérito.

A mudança é vista como um passo para facilitar a delação, porque, dentro da PF, ele passa a ter mais flexibilidade para conversar com seus advogados sem estar completamente isolado no sistema penitenciário.

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Em nota, a Polícia Federal afirmou que "em cumprimento à decisão judicial proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, no âmbito da PET 15.711, realizou, nesta quinta-feira (19/3), a transferência do custodiado Daniel Bueno Vorcaro do Sistema Penitenciário Federal para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal".

Delação

Na prisão federal, Vorcaro só podia falar com os advogados em um parlatório com vidro e gravação. Agora, segundo a defesa, ele vai poder sentar com a sua equipe jurídica em reuniões internas para debater os fatos da investigação, sem a mesma rigidez. A partir dessa troca, eles começam a montar um roteiro de narrativa sobre o que teria ocorrido no Banco Master.

Quando a defesa considerar que o material está pronto, passa a discutir com a PF e a PGR, que vão checar o que faz sentido ou não, o que é insuficiente e o que precisa de mais provas. A intenção é fechar uma base de fatos e depois registrar, em depoimentos formais, a versão do banqueiro sobre a fraude e os envolvidos.

Advogado e histórico de delações

Vorcaro trocou recentemente a sua defesa e passou a ser representado por José Luís Oliveira Lima, o “Juca”, que já atuou em delações delicadas como a de Leo Pinheiro, da OAS, na Lava Jato, além de defensores de José Dirceu no mensalão e do general Braga Netto, na tentativa de golpe de Estado no Brasil.

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