Política

Voto de Barroso sobre aborto provoca reações de parlamentares; saiba mais

José Cruz/Agência Brasil
Luis Roberto Barroso segue os passos de Rosa Weber ao votar descriminalização do aborto  |   Bnews - Divulgação José Cruz/Agência Brasil
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 17/10/2025, às 19h49



Em seu último dia como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso decidiu proferir voto sobre a descriminalização do aborto. O voto do ministro deve ocorrer no plenário virtual do Supremo, ainda nesta sexta-feira (18). Após anunciar sua última votação, parlamentares se dividiram sobre o assunto.  

Enquanto a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) cobrou um voto favorável a proposta por parte do ministro, a parlamentar Carol de Toni (PL-SC) criticou, afirmando que Barroso estaria deixando um “legado de morte”.  

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Em postagem nas redes sociais, a deputada psolista disse que o ministro que está se aposentado segue os passos da ministra Rosa Weber, que votou favoravelmente antes de se aposentar. Segundo ela, o voto de Barroso pode repercutir em todas as ações que tratam sobre aborto legal no STF e fazer história.  

“Hoje, logo após o Senado ressuscitar o PL do Estupro, que força mulheres e CRIANÇAS a terem filhos de quem as estuprou, o ministro Luís Roberto Barroso pode fazer história: Ele pode votar, no STF, pela DESCRIMINALIZAÇÃO do aborto até o 3º mês de gestação no dia de sua aposentadoria”, escreveu ela no X.  

Erika ainda afirmou que o voto de Barroso será um ato de resistência contra o Congresso que quer defender violências contra as mulheres. “Barroso tem a oportunidade única de lembrar que o direito à dignidade humana, o pilar da nossa constituição, está acima dos interesses do Congresso em defender estupradores”.  

Já a deputada bolsonarista Carol de Toni, defendeu que “à vida é cláusula pétrea” e que a atitude do magistrado é um plano promove a morte. “Barroso quer encerrar sua passagem pelo STF deixando um legado de morte: a legalização do aborto. O direito à vida é cláusula pétrea da Constituição, nenhum ministro tem legitimidade para violar a Constituição”.  

“Durante minha presidência na CCJ, aprovamos a PEC da Vida (164/12), que garante a proteção da vida desde a concepção. Seguiremos firmes nessa luta para defender os mais inocentes e reafirmar o valor sagrado da vida em nosso país”, concluiu.  

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