Política
por Rebeca Santos e Anderson Ramos
Publicado em 12/01/2026, às 09h49
Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado, disse que a sabatina e votação da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) não deve acontecer logo após o fim do recesso parlamentar.
Em conversa com a imprensa nesta segunda-feira (12), durante a entrega das chaves da Nova Rodoviária de Salvador, o senador reforçou que a escolha da data depende exclusivamente do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
“Vou esperar voltar aos trabalhos em primeiro de fevereiro. Essa prerrogativa é do presidente David Alcolumbre. Na casa funciona assim, é ele que marca a sabatina. Tem o nome do Messias, tem o nome de membros do CNJ e CNMP para serem votados, mas repito, a decisão da data é dele. Eu creio, pela importância do cargo, que quando chegar fevereiro, não no dia primeiro ou 2, mas depois do Carnaval, ele deve marcar a sabatina e a votação", projetou o senador.
Ainda de acordo com Wagner, Messias segue trabalhando e acumulando votos para ser aprovado no Senado. Para a aprovaçao, são necessários pelo menos 41 votos dos 82 membros da Casa.
“Não é uma pessoa arestada, é uma pessoa que sempre recebeu todo mundo muito bem. Já passou por cargos importantes, já foi chefe do jurídico da presidente Dilma, trabalhou comigo no meu primeiro mandato de senador nos primeiros 4 anos, é super qualificado e também ganhou nesse papel que ele tá agora, ele é advogado-geral da União, e também ganhou a confiança do presidente. Então, é um nome forte”, afirmou.
BAIANO NO MJSP
Na ocasião, Jaques Wagner também negou a existência de qualquer tipo de pressão para a nomeação do ex-procurador-geral de Justiça da Bahia (PGJ-BA) por dois mandatos, Wellington César Lima e Silva, como substituto do ministro Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Em apuração nos bastidores, o BNEWS confirmou que o baiano não só está entre os favoritos, como conta com o endosso de figuras políticas de peso que dão tração à sua possível indicação.
No terceiro mandato de Lula, Wellington assumiu a chefia do setor jurídico da Casa Civil e atualmente é o responsável pelo jurídico da Petrobras.
“O nome de Wellington brota com uma certa naturalidade, agora campanha e articulação não tem, porque aí é a cabeça do presidente. Eu sei que eles se dão muito bem. Nesse tempo que ele trabalhou com o presidente, ele ganhou muita confiança do presidente, até intimidade. É portanto, realmente, um nome que se destaca. Mas eu não posso antecipar nada, porque aí é a decisão do presidente", pontuou.
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