Política
por Daniel Serrano
Publicado em 27/06/2026, às 16h34 - Atualizado às 16h34
O senador Jaques Wagner (PT) voltou a negar qualquer irregularidade nas investigações da Polícia Federal (PF) que apuram supostos pagamentos relacionados ao Banco Master. Durante ato político realizado neste sábado (27), em Barreiras, no Oeste da Bahia, o parlamentar disse que as acusações contra ele são "mentiras" e garantiu que provará sua inocência.
Wagner revelou detalhes sobre uma conversa que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio à crise política desencadeada pela operação.
"Eu estou muito tranquilo. O presidente Lula gosta de dizer: 'Galego, só quem sabe o que você fez é você mesmo'. Eu sei o que eu fiz e vou desmentir a mentira que estão tentando construir contra a minha pessoa. Vou desmontar essa mentira", declarou.
Wagner ainda comparou sua situação à de Lula, afirmando que o petista enfrentou uma "injustiça muito maior" ao permanecer preso por 580 dias em decorrência das condenações da Operação Lava Jato, que acabaram sendo anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador afirmou ainda que suas prioridades são comprovar a própria inocência, contribuir para a reeleição de Lula e do governador Jerônimo Rodrigues (PT), buscar um novo mandato no Senado e apoiar a candidatura do ex-ministro Rui Costa (PT) à Casa.
Também no evento, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) voltou a sair em defesa de Wagner e classificou como injustas as suspeitas que recaem sobre o senador.
"É muita injustiça. Na verdade querem pegar Lula primeiro e usam a gente o tempo inteiro para bater no Lula. Depois pegam uma pessoa que é um patrimônio nosso. Na história de Wagner, você nunca ouviu, em 20 anos, qualquer tipo de mácula aqui na Bahia que pudesse oferecer a ele um risco de dizer que ele é desonesto", afirmou.
Na última quarta-feira (24), Wagner deixou a liderança do governo Lula no Senado. O parlamentar disse que a decisão ocorreu em comum acordo com o presidente Lula, após uma reunião de cerca de duas horas.
O anúncio foi anunciado dias após a deflagração da nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro relacionadas ao Banco Master. Além de Wagner, também foram alvos da operação Augusto Lima e Eduardo Sodré Martins, secretário do Governo da Bahia e enteado do senador.
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