Política

Senador flagrado em foto com políticos em piscina pede investigação sobre vazamento e critica "seletividade"

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Senador declarou que vazamento atinge políticos que não têm nada a ver com a investigação  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 10/08/2026, às 13h14



Vice-líder do governo Lula no Senado, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) pediu ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que tome providências sobre o vazamento de dados extraídos de seu celular, apreendido pela Polícia Federal durante a Operação Sem Desconto, em dezembro do ano passado. Foi do celular dele que saiu a foto do parlamentar e outros políticos na piscina de uma propriedade do advogado e empresário Willer Tomaz, em Brasília.

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A imagem teria sido registrada em abril de 2023 e foi publicada inicialmente pela revista Piauí. No requerimento, o senador disse que a imagem fez uma exposição de parlamentares de diferentes partidos que não são investigados no caso, o que atacaria a imagem do Congresso como um todo.

Na imagem obtida pela revista Piauí, a PF identificou deputados e senadores de diferentes partidos, boa parte deles integrando o chamado Centrão. Entre cervejas e drinks, é possível identificar Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados, Alexandre Ramagem (PL), que dirigiu a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, Juscelino Filho (PSDB), Paulo Azi (União) e Weverton Rocha.

Também é possível ver políticos baianos como o senador Angelo Coronel (Republicanos), os deputados federais Paulo Azi (União Brasil) e Diego Coronel (Republicanos), os deputados estaduais Angelo Coronel Filho (Republicanos) e Marcinho Oliveira (PDT). A foto foi tirada, segundo a reportagem, no Rancho Tomaz, uma propriedade sua na cidade de Planaltina, a 80 km de Brasília. O registro teria ocorrido em 23 de abril de 2023 – um domingo, depois do feriado de Tiradentes.

O vice-líder pediu, em requerimento enviado á Mesa Diretora, uma investigação formal do Senado. Ele afirma que, desde a apreensão do aparelho, mensagens, fotografias e informações de caráter pessoal vêm sendo divulgadas, inclusive conteúdos que, segundo ele, não têm relação com o objeto da investigação e envolvem terceiros alheios ao inquérito.

A seletividade com que os elementos são liberados, sempre de modo a maximizar a repercussão, não raro antes de qualquer contraditório, demonstra não se tratar de mero incidente, mas de prática que compromete a lisura da investigação e a dignidade das instituições", disse Weverton no pedido.

No pedido ao presidente do Senado, Weverton cobra que a Advocacia do Senado acione o ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Corregedoria-Geral da PF para apurar a origem dos vazamentos e buscar a responsabilização de eventuais envolvidos.

A nova fase da Operação Sem Desconto foi deflagrada na última terça-feira (4), com o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Entre os alvos estão familiares do senador e o advogado Willer Tomaz.

De acordo com a investigação, contas bancárias de postos de combustíveis teriam sido utilizadas para financiar a compra de fazendas, terrenos e máquinas agrícolas, além de realizar transferências para empresas que, de acordo com a PF, disponibilizavam recursos ao parlamentar. Os investigadores afirmam que a gestão financeira desses estabelecimentos era feita por uma das filhas de Weverton, responsável pelo controle de saldos, pagamentos, transferências bancárias, contato com contadores e pelo cumprimento de determinações atribuídas ao pai.

Classificação Indicativa: Livre

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