Política

Zé Eduardo cobra Bruno Reis e ACM Neto sobre decreto de exclusividade ao Banco Master: “Sacanagem com o povo”

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Apresentador Zé Eduardo pede esclarecimentos sobre decreto que favorece Banco Master durante o Giro Baiana  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNewsTV - Joilson Cesar / BNews - Devid Santana / BNews
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 13/03/2026, às 17h30



O apresentador Zé Eduardo comentou, nesta sexta-feira (13), o decreto da Prefeitura de Salvador que garantiu exclusividade a uma linha de crédito consignado operada pelo Banco Master, durante o programa Giro Baiana, na Baiana FM (89,3).

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Durante a transmissão, o comunicador cobrou explicações do atual prefeito Bruno Reis (União Brasil) e do ex-líder municipal ACM Neto (União Brasil) após a divulgação e repercussão nacional da medida. Segundo Zé, os gestores deveriam se posicionar publicamente sobre o caso.

Prefeito Bruno Reis, ex-prefeito ACM Neto, o microfone está aqui. Se eu fosse os senhores, ligava agora para explicar isso. O Banco Master dentro da Prefeitura de Salvador. Se tiver no governo também eu vou falar, porque aí é sacanagem com o povo”, afirmou o apresentador.

Entenda o caso

De acordo com informações divulgadas pelo UOL, o decreto municipal nº 33.502 foi publicado em 4 de fevereiro de 2021, durante o primeiro mandato de Bruno Reis. A norma estabeleceu que até 10% da margem consignável dos servidores municipais poderia ser destinada a uma linha de crédito rotativo vinculada ao cartão Credcesta, operado pelo Banco Master.

O tema voltou ao debate político após reportagens do O Globo, baseadas em dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), apontarem que empresas ligadas ao setor financeiro repassaram R$3,77 milhões à empresa de consultoria de ACM Neto entre junho de 2023 e maio de 2024.

Na prática, o modelo criado pelo decreto permite que servidores utilizem um cartão consignado com desconto direto na folha de pagamento. Caso o valor total da fatura não seja quitado, o saldo entra na modalidade de crédito rotativo, que prevê a cobrança de juros, multas e outros encargos.

Esse formato não aparece de forma específica no modelo federal que regulamenta o crédito consignado, que normalmente prevê três modalidades principais: empréstimo consignado tradicional, cartão consignado e cartão benefício.

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